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7 erros mais comuns de quem investe na Bolsa ou na Renda Fixa

Se você está dando os primeiros passos no mundo dos investimentos, ou quer começar a investir sem erros, vale entender quais são os principais escorregões dos iniciantes no mercado. 

Por isso, preparamos uma lista com 7 itens que você deve se esquivar para levar adiante um plano de investimentos de sucesso. Uma ideia permeia todas as dicas: o conhecimento é a chave para evitar situações ruins na Bolsa ou na Renda Fixa. 

A seguir, veja os principais pontos a serem evitados:

1- Não contar com uma reserva de emergência


renda fixa

Antes de começar a investir, é preciso ter as finanças em ordem. Isso significa não ter dívidas e contar com uma reserva de emergência – ou um recurso que poderá ser usado em alguma eventual situação adversa – como a perda do emprego ou um problema de saúde. 

Especialistas aconselham poupar um valor equivalente a seis meses de salário. Esse montante pode inaugurar a carteira de investimentos, já que deixá-lo parada na poupança pode significar perder dinheiro. 

Há alternativas na Renda Fixa com baixo risco que permitem o saque em um dia, caso seja necessário, como alguns títulos do Tesouro Direto – opções consideradas como as mais seguras do Brasil. É possível começar a investir neles com R$ 100. 

2- Investir sem ter objetivos claros

objetivos ao investir

Quando separamos recursos para investir, em tese, estamos abrindo mão de prazeres momentâneos ao direcionar os recursos para viabilizar planos futuros. Por isso, listar os objetivos a serem realizados com o dinheiro é importante tanto para motivar a disciplina financeira, quanto para ajudar a escolher as melhores opções para montar a sua carteira. 

Essas metas podem ser organizadas em termos específicos, como “comprar um carro”, “comprar uma casa”, “fazer uma viagem” ou simplesmente “fazer uma reserva financeira”. Quando esse plano é desenhado, o tempo de aplicação deve ser considerado como fator decisivo para definir os investimentos mais apropriados. 

Ter em mente o prazo do investimento é essencial para montar uma carteira com segurança – e isso vale para a Renda Fixa ou para a Bolsa. As opções que trazem mais retornos no longo prazo geralmente têm menor liquidez – ou seja, se você precisar resgatar os recursos antes do investimento, poderá abrir mão do lucro, e até arcar com um prejuízo. 

3- Fazer aportes sem estudar o mercado

estudo do mercado

É muito comum investidores iniciantes fazerem aportes – na Renda Fixa ou na Bolsa – com base na decisão de um parente ou amigo. Um exemplo é o João Garcia*, de 34 anos. Ele foi contemplado pela empresa que trabalha com um bônus de fim de ano e decidiu que aquele era o momento para começar a investir. Empolgado, comprou muitas ações de uma mesma empresa na Bolsa, seguindo o conselho do seu pai. A companhia passou por um período de problemas e o preço dos papéis despencou – e levou junto a rentabilidade da carteira para o vermelho. 

Com o extrato negativo nas mãos, João entendeu que tinha feito um aporte importante sem buscar informações sobre a empresa e o mercado. Decidido a não cometer o mesmo erro, ele começou a estudar o cenário econômico, e passou a acompanhar o desempenho e a estratégia de algumas companhias. Um ano depois, ele recebeu novamente o bônus e, dessa vez, fez aportes de maneira mais assertiva: investiu uma parte na renda fixa, e a outra dividiu entre cinco empresas do Ibovespa. Se uma tiver problema, as outras quatro tendem a manter um desempenho positivo da carteira.

Para além dos próprios estudos, João contou com a ajuda de um assessor de investimentos para validar as suas conclusões e encontrar boas oportunidades.

4- Ignorar a relação entre risco e retorno

risco e retorno

Da mesma maneira que é possível multiplicar o dinheiro no mercado, existe a possibilidade de perder os recursos. A chance de isso acontecer reflete o risco do investimento. Em geral, quanto maior for o risco de um investimento, maior é seu retorno esperado. Da mesma forma, investimentos com um risco menor tendem a apresentar um retorno esperado menor. Isso vale para a Renda Fixa e para a Bolsa

Mas não há garantias. Existem diversos indicadores que medem a volatilidade de um produto (quanto maior a volatilidade, mais o risco). Antes de realizar o aporte vale checar essas informações. O autoconhecimento é outro fator importante no momento da tomada de decisões, como veremos a seguir. 

5- Tomar risco desproporcional ao perfil de investidor

perfil de investidor

Um erro bem comum de principiantes no mercado é colocar todos os recursos na Bolsa, em busca de ganhos rápidos, em geral em uma mesma ação. Em primeiro lugar, antes de investir na Renda Fixa e na Bolsa  é preciso entender qual é o seu perfil de investidor.

Isso quer dizer que o caminho trilhado por um amigo próximo ao comprar ações na Bolsa, por exemplo, reflete a ação de alguém que tem perfil Arrojado, que pode colocar todos o seu recurso em opções de alto risco em busca de lucro.

Já o investidor de perfil Moderado prefere dividir os recursos entre opções da Renda Fixa e Renda Variável com objetivo de equilibrar risco e retorno. Já quem tem perfil Precavido dá preferência à Renda Fixa, em busca de segurança e tranquilidade.

Antes de realizar qualquer aporte, faça o teste suitability e conheça o seu perfil de risco.

6- Não considerar as emoções

controle de emoções

Pode parecer estranha essa relação entre emoção e investimento, mas não é. A ciência comprova que no momento de tomar uma decisão, o cérebro ainda recebe forte impulso do instinto emocional – por mais que a pessoa não perceba essa influência. 

Embora a teoria econômica clássica considere que o ser humano é um agente totalmente racional,  há algum tempo já se sabe que na realidade as coisas são um pouco diferentes.  Na década de 1950, o economista norte-americano Herbert Simon apresentou o conceito de racionalidade limitada. Em seu entendimento, a maioria das pessoas são parcialmente racionais à medida que atuam por meio de impulsos emocionais em muitas de suas ações.

Na prática, as nossas decisões refletem medo, aversão à perda, afastamento do risco. Tudo isso corrobora com a ideia de preservação da espécie. Essas tendências do pensamento foram estudadas e traduzidas em vieses cognitivos.

Ao levar a teoria para o dia a dia de quem investe, podemos usar o exemplo da Sheila Oliveira*. Ela fez uma aplicação em um fundo de Renda Fixa ou de ações da Bolsa sem conhecer o gestor nem a gestora. Resultado: ficou descontente com o baixo retorno do aporte. 

Sua reação foi não querer mais investir em nenhum tipo de fundo. Isso acontece porque quando quem investe passa por uma experiência negativa com algum tipo de aplicação, a informação que o cérebro recebe confirmando essa avaliação acaba tendo mais valor que dados estatísticos. 

Ou seja, ao buscar oportunidades de aportes, a pessoa tende a se aprofundar em informações que corroborem com a sua crença inicial. Dessa maneira, o que ela vai ter como base de decisão é uma visão parcial da questão – que pode se traduzir em decisões equivocadas na seleção do investimento ou no timing para entrar ou sair de uma operação. 

7- Ter uma carteira pouco (ou nada) diversificada 

Independente do perfil de quem investe, a regra de ouro sugerida pelos especialistas é diversificar a carteira. Isso significa nunca colocar todos os recursos em um único produto. Se você for um investidor conservador, por exemplo, vale distribuir os recursos em diversas opções de Títulos do Tesouro (uma das opções com menor risco do mercado). 

Há, ainda, outras opções na Renda Fixa, como CDBs (Certificado de Depósito Bancário), Debêntures, CRIs (Certificado de Recebível Imobiliário), CRAs (Certificado de Recebível do Agronegócio) – entre outros. 

Já dentro da Bolsa, a dica é distribuir os recursos entre ações de boas empresas que operem em diferentes setores. Fundos Imobiliários, Private Equity, e aportes no exterior também são opções. 

Para investir sempre da melhor maneira possível, evitar erros e alcançar objetivos, você pode contar com a ajuda de um assessor de investimentos. 

*Os nomes foram trocados para guardar a identidade dos investidores

Autor

Priscilla Arroyo
Priscilla Arroyo é jornalista, especialista na cobertura de economia e finanças. Com dez anos de experiência em redações, foi repórter do Brasil Econômico e da Isto É Dinheiro. Como freelancer, contribuiu com reportagens para El País, Uol e iG.

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