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Brasileiros esperam chegar à aposentadoria antes dos 60

Planejar a aposentadoria desde cedo é importante para chegar nessa fase da vida da melhor forma possível. Após definir a idade com que se pretende parar de trabalhar e o quanto de dinheiro será necessário para viver bem, é possível planejar os investimentos para atingir o objetivo.

Com quantos anos você pretende parar de trabalhar?

Cerca de 60% da população brasileira economicamente ativa pretende se aposentar, em média, aos 59 anos. A informação faz parte da 6ª edição da pesquisa Raio-X do Investidor Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).

Os brasileiros também têm se relacionado cada vez melhor com os investimentos, o que pode ter reflexo positivo na forma como muitos chegam na aposentadoria. O número de pessoas cadastradas na B3 (Bolsa de Valores do país) para Renda Variável é um exemplo: em 2019 ele chegou a 1 milhão pela primeira vez; já 2023 encerrou com 5 milhões de CPFs.

O estudo da ANBIMA também aponta que 36% da população brasileira investe em produtos financeiros. Porém, 26% das pessoas ainda destinam seus recursos à poupança, o investimento mais usado no país.

Apesar de comuns, as cadernetas podem ser prejudiciais para os investidores, afinal, é possível até mesmo perder dinheiro quando se compara com o avanço da inflação. Para ilustrar melhor, o Portal SVN publicou em outubro de 2023 um texto que mostra quanto rende R$ 1 milhão na poupança. Você pode conferir neste link.

Como investir para a aposentadoria? 

Como se preparar para a aposentadoria?

Quando se fala em planejamento financeiro para a aposentadoria, um dos pontos mais comuns é o investimento em um plano de Previdência Privada. Mas não é qualquer fundo desse tipo que resolverá a questão.

Parte dos produtos oferecidos no mercado está ligada aos maiores bancos do país e oferece gestão passiva. Na prática, eles rendem apenas uma parte da taxa do CDI (atualmente em 11,15% ao ano), sem que os administradores atuem para ultrapassar esses ganhos.

Alisson Hungaro, sócio e assessor da SVN Investimentos sugere: “A alternativa é os clientes procurarem fundos com gestão ativa, que buscam uma rentabilidade superior ao CDI“. Nesse caso, a equipe responsável por administrar o fundo trabalha para atingir rentabilidades melhores aos cotistas. “Há muitas opções no mercado que podem render mais que os tradicionais programas de Previdência Privada”, completa.

Gestão passiva X gestão ativa

A diferença entre as estratégias é que na gestão ativa, o administrador está sempre em busca de oportunidades para rebalancear a carteira e elevar os ganhos dos fundos. Enquanto na gestão passiva, os gestores acompanham a rentabilidade do portfólio e geralmente promovem mudanças apenas para evitar potenciais perdas.

Os fundos de gestão ativa têm como meta oferecer uma rentabilidade maior que o índice de referência – também chamado benchmark. É uma estratégia bastante utilizada nos fundos multimercado, por exemplo. Ela oferece diversos métodos que vão desde proteger o patrimônio investido até aumentar o lucro significativamente.

Já os fundos de gestão passiva se propõem a atingir a mesma meta de rentabilidade do índice de referência. Em um caso hipotético de o benchmark ser 90% do CDI, os administradores fundo trabalharão para manter o rendimento nesse patamar.

A carteira dos fundos com gestão passiva geralmente é composta por títulos do Tesouro Direto. Os índices mais usados por esses fundos são o CDI e o Ibovespa – indicador que busca refletir o desempenho geral das ações de empresas listadas na B3.

Outras estratégias

Apesar de a Previdência Privada ser uma saída comum para quem quer investir com foco na aposentadoria, existem outras alternativas. Com ajuda profissional, é possível montar uma carteira de acordo com o seu perfil de risco, objetivos, além do tempo e da quantia de recursos disponíveis para chegar lá.

Existem diversos produtos do mercado financeiro que podem compor uma estratégia para a aposentadoria, inclusive para ajudar na diversificação da carteira – algo fundamental. Para mencionar mais um exemplo, podemos falar sobre Fundos de Fundos, também conhecidos como FoFs. É exatamente o que o nome sugere, eles investem em outros Fundos de Investimento. Uma das vantagens é ter acesso a fundos que podem ser mais difíceis de investir apenas como pessoa física.

Mas por que um FoF? Alguns deles oferecem carteiras voltadas ao plano de previdência dos cotistas, são os FoF Prev. O mercado financeiro e suas inúmeras possibilidades.

Assessoria de investimentos

Para investidores que desejam se aprofundar mais e contar com uma diversificação maior, é possível ter a ajuda de um assessor de investimentos. O profissional leva em consideração o perfil da pessoa, seus objetivos – como a aposentadoria – e a quantia que dispõe para investir.

Com essas informações em mãos, o assessor ajuda a montar uma carteira completamente personalizada para cada um de seus clientes, de acordo com as necessidades de cada pessoa. Se você ainda não sente segurança em relação aos produtos financeiros e tem dificuldade de acompanhar o noticiário sobre o mercado, a assessoria também funciona como um apoio. Afinal, os profissionais possuem conhecimento, experiência e trabalham com foco total no mundo dos investimentos.

Autor

Boris Bellini
Jornalista com experiências em marketing, segurança digital, mercado editorial e financeiro. No meio acadêmico, pesquisa a credibilidade jornalística. Anteriormente foi músico, tendo atuado como violoncelista e professor.

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