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6 motivos para diversificar a carteira

Nem todos os investidores conhecem a importância de diversificar a carteira, mas o cenário político e econômico de 2022 ajuda a entender o porquê de essa ser uma estratégia necessária.

No começo do ano o mercado financeiro já enfrentava consequências do conflito na Ucrânia e a persistência de incertezas causadas pela pandemia – como grandes lockdowns na China, por exemplo.

Além disso, 2022 foi um ano foi de eleições no Brasil que, entre outros cargos, definiram o Presidente da República a partir de 2023: Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Então, após o período eleitoral, vieram as incertezas sobre questões fiscais para o próximo ano – motivadas pela PEC da Transição.

Tudo se acrescenta à inflação mundial, que continua persistente, e à alta dos juros nos Estados Unidos. Diante do cenário é natural que investidores se perguntem: “como ganhar dinheiro em meio a tantas incertezas?”.

Diversificar para proteger

O tipo de proteção mais utilizado e indicado por analistas e assessores é: diversificar a carteira.

Basicamente, a ideia é ter cuidado para não concentrar os recursos em um único ativo. Quando o investidor se expõe a diferentes classes, setores e formas de rendimento, ele fica protegido.

Então, a pessoa não é afetada – ou, pelo menos, é pouco afetada – quando há problemas em apenas uma das áreas investidas.

Por outro lado, caso exista muita exposição a determinado setor um momento de volatilidade concentrada nele, por exemplo, tende a ser prejudicial para o investidor. Para demonstrar os benefícios, listamos seis vantagens de diversificar a carteira de investimentos.

1. Proteger contra riscos

Diversificar a carteira para proteger contra riscos

No mercado financeiro, os riscos são variados e podem afetar tanto investimentos em renda variável quanto em renda fixa. Para dar um exemplo: entre o final de 2021 e o início de 2022 o real estava desvalorizado, então, ativos expostos a moedas estrangeiras, como o dólar, tinham a tendência de ser boas opções para diversificar a carteira e, assim, garantir proteção.

Houve certa recuperação da moeda nacional, porém, a situação ainda é diferente de outros períodos. Durante o mês de maio, por exemplo, a cotação do dólar caiu, mas não ultrapassou valores relativamente próximos a R$ 5.

A diversificação deve ser feita com planejamento para que, em momentos de alta, sejam aproveitados os ganhos acima da média. Ao mesmo tempo, possíveis perdas são minimizadas em situações de baixa.

Ao diversificar a carteira, quando um produto apresenta rendimento inferior ao desejado, o avanço de outros ajuda a manter o todo em equilíbrio. Outro exemplo é válido: o investidor pode ter interesse em aportar parte de seu capital em commodities. Porém, questões internas, externas e mesmo geopolíticas são capazes de afetar o setor. Se esse mercado enfrentar volatilidade devido a alguma mudança repentina, haverá outros investimentos na carteira que poderão amenizar perdas.

2. Buscar rendimentos acima da média com segurança

Geralmente, os ativos que oferecem retornos maiores são também os que têm mais exposição a riscos. Por isso, pode ser perigoso concentrar muito capital nesse tipo de ativo. Se o investidor diversificar a carteira, é possível se valer de bons resultados em diferentes setores da economia de forma mais segura.

Há diferentes maneiras de adotar a diversificação. Uma delas é estudar os produtos que existem no mercado e a maneira que são afetados por questões políticas e econômicas. Este é um habito benéfico para investidores, mas também é algo trabalhoso e difícil de adotar na rotina de quem não atua profissionalmente no mercado financeiro. Neste sentido, a ajuda de um assessor de investimentos pode ser fundamental para uma boa estratégia.

É possível encontrar alternativas, como aplicar em um produto que já ofereça diversificação. O COE (Certificado de Operações Estruturadas) é um exemplo. Esse tipo de investimento já é montado com ativos diversos, oferece de maneira clara as possibilidades de ganho e prejuízo ao investidor e tem desempenho atrelado a algum índice, como o CDI.

Existem ainda outras alternativas, como os fundos de investimentos. Ao adquirir cotas de um, o investidor já conta com uma carteira bem diversificada e administrada por um gestor profissional.

Para obter mais informações sobre quais produtos são melhores para a sua carteira, entre em contato com um assessor de investimentos.

3. Equilibrar renda fixa e renda variável

Quando a economia enfrenta um período de recessão, existem especialistas que aconselham ainda mais a diversificar a carteira entre renda fixa e variável. A estratégia é utilizada para acessar setores diferentes. Dessa forma, o investidor diminui a chance de perdas significativas, principalmente no longo prazo.

Vamos a mais um exemplo: um momento em que, de modo geral, as ações da Bolsa de Valores caem enquanto a taxa de juros sobe. Equilibrar a carteira entre renda fixa e variável tende a fazer com que um lado compense as baixas do outro. Ou seja, nesse caso, ativos de renda fixa ligados à Selic seriam capazes de compensar o período de volatilidade do mercado acionário.

Como citado anteriormente, os fundos de investimento podem ser uma boa estratégia em tempos de incerteza. Neste caso o investidor também pode considerar importante diversificar a carteira com os diferentes tipos de fundos:

  • Fundos de investimento em ações – se concentram em renda variável por meio de ações de empresas listadas na Bolsa de Valores;
  • Fundos de investimento imobiliário (FIIs) – podem tanto comprar imóveis diretamente, e oferecer renda por meio de aluguel, quanto alocar capital em ativos de renda fixa ligados ao setor imobiliário;
  • Fundos multimercados – não são dedicados a apenas um setor. Como o nome sugere, suas carteiras contam com exposição a diferentes produtos financeiros ligados a diferentes áreas.

4. Construir patrimônio a longo prazo

Diversificar a carteira de investimentos, tanto em situações de incertezas quanto em altas da economia, é uma forma de se planejar para o longo prazo. Se a estratégia for bem utilizada, as proteções em momentos de baixa e os ganhos em épocas de alta tendem a se traduzir em desempenho satisfatório do portfólio ao longo do tempo.

É importante ter em mente que o tempo costuma ser um importante aliado dos investidores. 

5. Aproveitar a liquidez 

Ao montar uma carteira de ativos, diversos investidores consideram importante alocar parte do dinheiro em produtos com alta liquidez. Ou seja, ter facilidade e rapidez de recuperar o valor investido, caso seja necessário destina-lo a outro fim – como aportar em uma nova oportunidade mais rentável ou lidar com alguma emergência financeira, por exemplo.

No caso de ativos com baixa liquidez, se o investidor tiver a necessidade de sacar os recursos antes do vencimento, ele pode ter ganhos menores ou até prejuízo. Por isso, diversificar a carteira com ativos líquidos e não líquidos também é essencial para aproveitar diferentes oportunidades com segurança.

6. Diversificar a carteira é investir por meio de uma estratégia comprovada

Diversificar a carteira é investir por meio de uma estratégia comprovada.

O economista americano Harry Markowitz é o responsável pela teoria moderna do portfólio, que acabou conhecida como teoria de Markowitz. Ela foi desenvolvida quando o economista procurava criar uma carteira que unisse o maior retorno ao menor risco possíveis.

O trabalho rendeu um prêmio Nobel de Economia para Markowitz em 1990. Além disso, a teoria também influencia investidores de sucesso, como Warren Buffett. Os estudos do americano costumam ser comparados ao ditado popular: “não coloque todos os seus ovos na mesma cesta”, frase que, no mercado financeiro, é um sinônimo de diversificar a carteira.

Autor

Boris Bellini
Jornalista com experiências em marketing, segurança digital, mercado editorial e financeiro. No meio acadêmico, pesquisa a credibilidade jornalística. Anteriormente foi músico, tendo atuado como violoncelista e professor.

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