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Expert XP: “É possível viver de renda com ações”, diz Louise Barsi

A economista e investidora compartilha sua estratégia para ter renda passiva por meio de dividendos em painel da Expert XP 2023, evento sobre investimentos que acontece em São Paulo

Priscilla Arroyo —

Quando o assunto é dinheiro, existe ao menos uma certeza: as pessoas lidam com o tema de maneira emocional. Não é por acaso. “Quando falamos de dinheiro, estamos falando das nossas conquistas, das fragilidades, do esforço que fazemos para atingir objetivos, e das nossas escolhas de vida. Isso tem uma carga significativa de emoção”, afirma Ana Leoni, especialista educação financeira no painel “Como viver de renda” da Expert XP 2023, que acontece em São Paulo nos dias 2 e 3 de setembro.

Hoje, o maior desafio para quem quer garantir a aposentadoria com investimentos é abrir mão de gastos imediatos e poupar pensando no longo prazo. “Para contornar esse entrave, é preciso cultivar o hábito de poupar e investir. O resultado vem com o tempo, é como fazer academia”, compara Ana, que mantém uma coluna semanal sobre finanças pessoais no Valor Invest.

Ana Leoni lembra que hoje, no Brasil, apenas 3% dos aposentados vivem tranquilamente com os recursos próprios

O painel “Como viver de renda passiva” também teve participação de Louise Barsi, analista de ações e investidora, Marcos Baroni, analista da Suno Investimentos e Daniel Chinzarian, analista de fundos da XP. Os especialistas fizeram coro para dizer que “para alcançar a renda renda passiva é preciso pensar no longo prazo, dar o primeiro passo, e ter disciplina e paciência”.

Renda passiva com dividendos

Por ser filha de Luiz Barsi, um dos maiores investidores pessoa física da Bolsa, Louise aprendeu desde pequena o poder de uma estratégia bem-sucedida na renda variável. “Não existe nenhum outro tipo de ativo que tenha um poder multiplicador e gerador de renda como ações”, diz a economista e fundadora do Ações Garantem o Futuro (AGF). 

A família tem um patrimônio estimado em R$ 1,4 bilhão, fruto de cinco décadas de investimentos de Luiz Barsi, que agora tem a filha como aliada para avaliar as novas empresas do portfólio. Louise tem acompanhado de perto alguns setores que acredita reunir características desejáveis para quem busca a renda passiva: Bancos, Energia, Seguros e Telecom. 

“São negócios essenciais. Quem aqui se imagina vivendo sem água e energia, por exemplo? Esse é um dos motivos pelos quais ter um portfólio mais defensivo é extremamente interessante”, afirma. 

Hoje, a  transmissora de energia Taesa (TAE11), é uma das novatas do seu portfólio. “Gosto do segmento de transmissão porque não tem o impacto da inadimplência. O negócio se resume a  levar a energia do distribuidor para o consumidor com base em uma concessão de longo prazo, geralmente de 40 anos. Existe um fluxo grande de investimento no início, e os próximos 30 anos, os fluxos de dividendos são previsíveis. A Taesa paga os proventos trimestralmente, como um relógio”, diz. 

Preço importa?

Para além de analisar os fundamentos e pensar no longo prazo, uma estratégia com dividendos bem-sucedida depende da compra de ativos com preços atrativos. Luiz Barsi conta que um dos seus melhores negócios foi começar a comprar ações do Santander (SANB11) quando a cotação estava em R$ 0,50 há algumas décadas atrás. Em 1 de setembro, os papéis valiam R$ 27,34. 

“O investidor de longo prazo, que acumula ações, torce pelo tropeço do mercado. Sempre tem um papel passando por dificuldades pontuais, que jogam o preço para baixo. Se a companhia tiver bons fundamentos, esses momentos se traduzem em oportunidades”, diz Louise. “A diferença de uma boa empresa para um bom investimento é o preço”. 

A economista destaca que um dos principais erros de investidores iniciantes na estratégia de dividendos é pagar caro pela ação de uma empresa cujos fundamentos não são sólidos. “Por vezes, a pessoa acaba comprando papéis seguindo alguma dica e o negócio não se sustenta. Então ela começa a ver as perdas do portfólio aumentar. Esse é o pior cenário, porque a sensação de perder é muito mais forte que a de ganhar”, diz. 

Como garantir a aposentadoria

Boa parte dos brasileiros pensa que é preciso ter dinheiro para investir. Isso é um mito que pode  ser rebatido com números: hoje, no Brasil, 27,7% da classe A não tem nenhum tipo de investimento. Em comparação, 26% da classe D e E têm recursos investidos. 

Os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostra que o mercado de capitais  é acessível para todos. “Para começar o plano da conquista da renda passiva, é preciso criar o hábito de poupar e investir”, diz Chinzarian. “Depois, a pessoa pega os dividendos recebidos com as ações e reinveste”, destaca.

O professor Baroni lembra que o momento é propício para colocar em prática um plano de investimentos. “Cada vez mais temos produtos diversificados, e o mercado de ações é uma das categorias mais maduras hoje no país. Com olhar de longo prazo e disciplina, é possível conquistar a renda passiva. Mas para isso, é preciso dar o primeiro passo. 

Autor

Priscilla Arroyo
Priscilla Arroyo é jornalista, especialista na cobertura de economia e finanças. Com dez anos de experiência em redações, foi repórter do Brasil Econômico e da Isto É Dinheiro. Como freelancer, contribuiu com reportagens para El País, Uol e iG.

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