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Conheça as vantagens dos Fundos Imobiliários

Os fundos imobiliários são ativos ligados a um investimento conhecido por diversas pessoas – imóveis estão entre as formas mais tradicionais de investir recursos no longo prazo. É muito comum encontrar no Brasil pessoas que complementam a renda com recursos provenientes de alguma casa, apartamento ou sala comercial. Em períodos de instabilidade econômica, a demanda por ativos seguros como esses pode crescer ainda mais.

No início da pandemia de covid-19 foi possível observar a resiliência do setor imobiliário: no segundo trimestre de 2020, as vendas subiram 10,5% em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC). O aquecimento do segmento refletiu, entre outras questões, a preferência dos investidores por aumentar a exposição a ativos – em tese – mais seguros, durante o cenário de incertezas.

Pode-se encontrar ainda mais benefícios ao analisar aportes feitos por meio dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), uma alternativa dinâmica e popular no mercado financeiro.

Como funcionam os Fundos Imobiliários

Como funcionam os fundos imobilários

Os FIIs são veículos que reúnem recursos de investidores para aplicações no mercado imobiliário, por meio de imóveis físicos ou por títulos de dívida relacionados ao setor. A escolha dos ativos e administração do patrimônio fica sob a responsabilidade de um gestor.

Contar com a experiência de um profissional na gestão dos recursos é uma das principais vantagens oferecidas por Fundos de Investimento. Os imobiliários podem adquirir locais como galpões logísticos, shopping centers, imóveis residenciais, entre outros. Os cotistas são remunerados pela renda de aluguel ou valorização das cotas dos fundos.

As cotas representam as partes do patrimônio dos FIIs, e certificam os direitos e deveres dos titulares (cotistas). As regras que norteiam a operação de cada fundo são acordadas previamente. Antes de comprar cotas de um fundo, o investidor pode verificar o regulamento que determina quais ativos fazem parte da carteira. Também é possível analisar outras questões como o funcionamento da política de valorização ou desvalorização das cotas.

Os FIIs podem ser classificados em três grupos

Existem diferentes tipo de Fundos Imobiliários, de acordo com o tipo de investimento feito por cada um. Os 3 grupos abaixo são os mais comuns.

Fundos de tijolo: Também chamados de fundos de renda, investem em ativos físicos – imóveis de fato. Os FIIs deste grupo costumam gerar renda por meio de aluguel. Suas carteiras podem ser compostas por diversos empreendimentos de diferentes regiões. Além disso, também têm a opção de focar em determinado empreendimento específico, ao invés de fazer um mix no portfólio.

Fundos de papel: Conhecidos também como fundos de recebíveis, são formados por títulos do mercado imobiliário. Na maioria dos casos, investem em ativos de renda fixa, como, por exemplo, Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letra Hipotecária (LH) ou cotas de outros Fundos Imobiliários.

Fundos Híbridos: Mesclam os dois formatos na carteira e, assim, investem tanto em títulos do setor quanto em imóveis físicos.

Por que investir em FIIs e não em comprar um imóvel?

Os Fundos Imobiliários permitem retorno com aluguéis e a valorização dos imóveis sem que o investidor seja, necessariamente, dono de uma casa, apartamento ou sala comercial. Dessa forma, é possível investir de maneira mais prática, com diversificação e até mesmo pouco dinheiro.

Também vale destacar que os aportes no setor imobiliário por meio dos FIIs isentam o investidor de preocupações inerentes aos proprietários de imóveis, como gastos com manutenção e vacância, por exemplo. Como as carteiras dos FIIs envolvem aplicações em grandes empreendimentos, a rotatividade de inquilinos é maior, o que diminui os períodos em que os imóveis ficam vagos.

Além disso, caso seja necessário resgatar os recursos investidos, o processo é mais rápido do que a venda de um imóvel. As cotas dos fundos imobiliários são negociadas na Bolsa de Valores, o que aumenta a liquidez dos ativos – ou a facilidade em negociá-los.

No entanto, em alguns casos, o investidor pode ter perdas se resgatar o dinheiro antecipadamente. Por isso, é sempre recomendado o auxílio de um assessor de investimentos para organizar os aportes e escolher os produtos de acordo com o objetivo de cada família.

Os fundos imobiliários também possibilitam maior diversificação da carteira. Com aplicações a partir de R$ 100 é possível comprar a cota de um fundo e ter acesso a diferentes tipos de imóveis, em diversos segmentos.

Outra vantagem é a isenção da mordida do leão, uma vez que pessoa física não paga Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos distribuídos pelo fundo – o que aumenta o retorno do investimento.

Como investir em fundos imobiliários?

Os FIIs são ativos de Renda Variável. Por isso, é importante estudar sobre o setor e analisar o mercado, ponderando a exposição ao risco que se está disposto a tomar.

O próximo passo é ter claro os objetivos do aporte e o horizonte de tempo do investimento. Então, o investidor deve pesquisar os Fundos Imobiliários que atuam no mercado para encontrar as melhores opções para a sua carteira.

Com as informações sobre seus objetivos e perfil, é possível contar com a ajuda de um assessor. Esse profissional pode indicar a estratégia mais adequada, além de auxiliar na tarefa que mais necessita de tempo e conhecimento: analisar os FIIs para realizar bons investimentos.

Os assessor Vinícius Bastos gravou um vídeo curto em que resume as principais vantagens de investir em fundos imobiliários. A partir do seu conhecimento e experiência no mercado financeiro, ele pode ajudar a revisar pontos abordados neste texto.

Autor

Boris Bellini
Jornalista com experiências em marketing, segurança digital, mercado editorial e financeiro. No meio acadêmico, pesquisa a credibilidade jornalística. Anteriormente foi músico, tendo atuado como violoncelista e professor.

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