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O trabalho de um gestor de private equity

O private equity – investimento em empresas de médio porte e capital fechado – tem crescido no Brasil. Do início de janeiro até setembro foram aportados R$ 35,8 bilhões em fundos dessa categoria. Ao longo de todo o ano de 2021, essa quantia foi de R$ 4,5 bilhões.

É no contexto desse avanço que o Portal SVN dedica diferentes conteúdos sobre o assunto. Já foi explicado de forma de geral o que é private equity e como a modalidade se diferencia do venture capital.

Agora, neste texto, o intuito é mostrar o trabalho de um gestor de fundos, para que o investidor entenda a importância desse profissional e possa comparar com a opção de aportar diretamente nas empresas.

As informações foram retiradas da live “O que nunca te falaram sobre Private Equity”, organizada pelo Portal SVN. Com apresentação do assessor de investimentos Lucas Paulino, e participação do sócio-fundador da Concept Investimentos Rafael Pilotto Gonçalez, a live foi ao ar no dia 6 de dezembro. A gravação pode ser acessada por este link.

Valores altos

Valores altos / A imagem mostra uma pasta com bolos de notas de 100 dólares.

Quando se fala em private equity, é comum os fundos virem à tona. Mas por que não o investimento direto nas empresas?

O primeiro motivo apontado na live é financeiro: Gonçalez afirma procurar companhias com faturamento entre R$ 100 milhões e R$ 500 milhões de reais. Para que um investimento faça diferença, é necessário aportar ao menos R$ 40 milhões na empresa.

O sócio-fundador da Concept Investimentos explica que, mesmo quando o investidor possui essa quantia, ele fica muito exposto ao risco do investimento: “o que nunca é bom”, complementa.

É comum que o valor de entrada nos fundos de private equity seja menor – Paulino revela já ter visto aporte mínimo de R$ 15 mil. Dessa forma, o investidor tem uma exposição menor – mais segura – e ainda conta com as boas rentabilidades da modalidade.

Ganhos acima da média

Ganhos acima da média / A foto mostra uma mulher em pé, com um tablet nas mãos e olhando para o lado sorrindo.

Rentabilidade também é um assunto relevante quando se analisa o trabalho de um gestor. O assessor de investimentos Lucas Paulino explica que é difícil replicar todo o trabalho que esse profissional faz.

Para exemplificar, Gonçalez aponta que, em uma análise de todos os gestores de private equity, foi identificado que cerca de 1/4 deles alcançam rentabilidades ao redor de 40% ao ano. Trata-se do dobro da média de rendimento dos fundos de private equity no Brasil.

150 empresas analisadas para 1 investimento

150 empresas analisadas para 1 investimento / A foto mostra uma vista panorâmica de prédios comerciais da região de central de São Paulo.

Encontrar boas empresas é um processo trabalhoso – e pode ser um desafio para o investidor individual. De acordo com Gonçalez, a equipe de gestão chega a analisar entre 100 e 150 companhias para escolher apenas uma.

A análise envolve estudos de aspectos como o setor de atuação da companhia e a sua gestão. É preciso compreender as perspectivas do negócio e saber se o empreendedor está disposto a ter o fundo de private equity como sócio – pois os gestores também auxiliam em questões administrativas da empresa.

Esse processo pode levar de seis meses a um ano para ser feito com segurança. Ao final, são estipuladas metas em conjunto para o crescimento da empresa e prazos para atingi-las. Dessa forma, a companhia expande o seu negócio e os investidores do fundo ganham com o crescimento.

Não basta fazer bons aportes

Não basta fazer bons aportes / A foto mostra dois homens de social dando as mãos, simulando um gestor de fundos de private equity e um empreendedor.

Conforme explicado, os gestores dos fundos de private equity participam da administração das empresas após realizarem os aportes. É uma forma de trabalhar para atingir as metas que são definidas em conjunto no momento do investimento.

De acordo com Rafael Pilotto Gonçalez, é natural o empreendedor ter uma visão mais comercial do negócio. Já o fundo auxilia para que a gestão da empresa trabalhe com mais transparência e se desenvolva em relação à governança.

Com essa ajuda dos gestores de fundos de private equity, as empresas se tornam mais aptas ao próximo passo – a saída do investimento.

O fim do investimento

O fim do investimento / A foto mostra um homem e uma mulher sorrindo em um restaurante.

Quando são atingidas as metas definidas pelo fundo junto ao dono da empresa, chega a hora de deixar o investimento. Nesse momento, existem diferentes caminhos que podem ser tomados pelo gestor.

Uma opção é o IPO – quando a empresa abre seu capital na Bolsa de Valores. Além disso, também é possível vender para outra companhia, como uma concorrente ou uma multinacional que vá começar a atuar no Brasil, por exemplo.

Conforme visto na live “O que nunca te falaram sobre Private Equity”, o período de investimento costuma ser de cinco a 10 anos. Ao final do prazo, os cotistas podem ter retornos equivalentes a cerca de cinco vezes os valores aportados. Nessa conta entra o ganho com a venda do negócio assim como dividendos pagos pela empresa durante o investimento.

Vai investir em private equity?

Além de apresentar a live sobre o assunto, Lucas Paulino também gravou um vídeo para explicar os cuidados que investidores precisam ter antes de optar pela categoria. Confira:

Autor

Boris Bellini
Jornalista com experiências em marketing, segurança digital, mercado editorial e financeiro. No meio acadêmico, pesquisa a credibilidade jornalística. Anteriormente foi músico, tendo atuado como violoncelista e professor.

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