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O que são investimentos em Renda Fixa?

Como o próprio nome diz, na Renda Fixa, o investidor sabe qual remuneração irá receber desde o momento em que faz a aplicação. Portanto, é o contrário do que se vê em outra classe de ativos: a renda variável, em que não há certeza de qual será a rentabilidade – pode inclusive ocorrer a perda de todo o capital investido. 

Um dos investimentos mais populares da renda fixa é a poupança, que tem sua remuneração definida a partir da taxa básica de juros, a Selic – que, em junho, chegou a 13,25% ao ano.

Uma medida importante para comparar rendimentos é a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No mesmo mês de junho de 2022, o índice registrou alta de 11,89% em 12 meses.

A Selic encerrou o primeiro semestre em valores acima da inflação, porém, a poupança não oferece 100% da taxa básica de juros como retorno.

Na verdade, os valores são tímidos – ainda mais em períodos de inflação alta. Por exemplo: no acumulado de 2021, o rendimento oferecido pelas cadernetas ficou em 2,94%. Se descontar desse valor o avanço da inflação no ano (10,06%), temos que a poupança ofereceu rendimento negativo de 6,37%.

A poupança, e sua rentabilidade na comparação com a inflação, foram explicadas em outro texto do Portal SVN. No material, você também pode simular valores e períodos de investimento para saber qual seria a sua rentabilidade.

Rentabilidade com risco baixo

Quem busca rendimentos melhores, mas não abre mão da segurança nos oferecida pela renda fixa, tem como opção os títulos públicos. Nessa modalidade, quando o investidor compra um papel, ele empresta dinheiro para o governo e recebe juros como remuneração por isso. Trata-se de um tipo de investimento que está entre os mais seguros do mercado por se tratar de um “empréstimo” ao governo.

Os títulos do Tesouro Direto se diferenciam em três grupos: prefixados, pós-fixados e híbridos. Os prefixados são papéis que oferecem juros fixos como retorno, estabelecidos no momento da compra. Essa característica permite ao investidor saber a quantia exata que receberá no vencimento do papel. Um exemplo é o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F).

Já na categoria dos pós-fixados, a remuneração é atrelada a algum indicador de referência, como a Selic. Os híbridos, por sua vez, pagam um valor fixo mais a variação de algum indicador, como o IPCA. Um exemplo nesse caso é o NTN-B, também conhecido como Tesouro IPCA +.

Títulos emitidos por bancos

Assim como o governo arrecada recursos com a emissão de títulos públicos, os bancos fazem o mesmo com os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) – que também integram os investimentos de renda fixa.

Os mais comuns são os pós-fixados, remunerados por um percentual do CDI – indicador de referência de renda fixa, que representa a média dos juros de operações de empréstimo de curtíssimo prazo realizadas diariamente pelos bancos entre si, taxa que geralmente segue a Selic – em junho, por exemplo, a taxa do CDI chegou a 13,15% ao ano.

As melhores oportunidades são papéis que oferecem retorno de mais do que 100% do CDI. Aplicações de até R$ 250 mil são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Títulos privados

Dentro da renda fixa existe a possibilidade de comprar também títulos de empresas. Eles são chamados debêntures. Os recursos levantados pelas companhias com esses papéis são usados para financiar grandes projetos. Por isso trata-se de uma opção que usualmente oferta prazos longos de vencimento, que podem chegar a uma década. Os aportes não contam com a garantia do FGC.

Ainda no grupo de títulos privados, há opções como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Ao comprar esses títulos, o investidor contribui para o desenvolvimento dos setores, por isso há a vantagem de não pagar Imposto de Renda. A modalidade também tem garantia do FGC.

Para investidores com perfil moderado de risco e horizonte de retorno de médio e longo prazo, os Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são uma opção. Trata-se de títulos de créditos oferecidos por empresas dos respectivos segmentos. Eles podem oferecer rentabilidade atrativa, no entanto, não contam com a garantia do FGC.

Carteira de investimentos em renda fixa

O investidor pode aproveitar as diferentes características dos títulos de renda fixa para montar uma carteira que atenda aos seus objetivos financeiros. Existem características que são importantes levar em conta na hora de formar um portfólio, como os diferentes prazos de investimento e os retornos oferecidos.

Além disso, há a diferença entre os prefixados – com taxa de juros fixa – e os pós-fixados, atrelados a algum indicador de referência, como CDI, Selic e IPCA. O investidor sabe que sua remuneração estará ligada a alguma das taxas, porém, elas mudam conforme o tempo e há períodos de retorno mais atrativo e épocas em que ficam menos interessantes.Para ponderar as diferentes variáveis que envolvem a formação de uma carteira de títulos de renda fixa, é possível contar com a ajuda de um assessor de investimentos. Por serem profissionais com conhecimento e experiência no mercado, eles podem ajudar a entender e analisar todas as variáveis que envolvem os investimentos.

Autor

Priscilla Arroyo
Priscilla Arroyo é jornalista, especialista na cobertura de economia e finanças. Com dez anos de experiência em redações, foi repórter do Brasil Econômico e da Isto É Dinheiro. Como freelancer, contribuiu com reportagens para El País, Uol e iG.

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