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Drible incertezas e diversifique com investimentos internacionais

Neste momento de incertezas no cenário político e econômico que o Brasil passa, os ativos nacionais – geralmente voláteis – tendem a sofrer ainda mais com altos e baixos. O momento é propício para pensar sobre a diversificação com investimentos internacionais.

No radar de investidores, passam desde os primeiros meses do novo governo federal até dívidas significativas de grandes empresas. Porém, neste momento, não é só o Brasil que vive um momento delicado. Um sinal disso, são os números de indicadores importantes no consolidado de 2022:

  • Ibovespa: +4,69%
  • S&P 500: -19,44%
  • Dow Jones: -8,78%

Ou seja, no último ano, os índices de Bolsa americanos caíram, enquanto que o Ibov, principal da B3, fechou no positivo.

Isso significa que não vale a pena investir nos Estados Unidos?

Vale sim. Por lá, especialistas apontam que o momento pode ser de boas oportunidades – como ainda será abordado com mais detalhes neste texto.

É importante ressaltar que o nosso intuito não é desacreditar os ativos brasileiros. O foco aqui é mostrar a importância de não concentrar todo o risco da carteira apenas no cenário nacional. Como se diz no mercado financeiro: não coloque todos os ovos na mesma cesta.

Antes de começar a diversificação com aportes internacionais, é importante conhecer o novo território de investimentos. Até mesmo porque há diferentes formas de fazer as transações – e você não precisa, necessariamente, estar fora do Brasil para isso.

Por que fazer investimentos internacionais?

Por que fazer investimentos internacionais?

Como citado, uma das principais vantagens dos investimentos internacionais é não concentrar todo o risco da carteira nas incertezas do mercado local. Ou seja, ao alocar uma parte do patrimônio em dólar, os riscos são mitigados, devido à operação em outro país – já que cada lugar possui realidades econômicas e políticas próprias.

Além da segurança, é possível acessar um cenário bem diferente do que vemos por aqui. Para se ter uma ideia, o mercado acionário dos Estados Unidos é o maior do mundo – representa 60% de todas as ações globais.

Segmentos como tecnologia, em que as opções de aporte são limitadas no Brasil, podem ser acessados facilmente nos mercados dos Estados Unidos, Japão e Alemanha, por exemplo.

E por falar nas empresas de tecnologia, vale ressaltar que algumas das maiores empresas do mundo estão nos EUA, como Tesla, Amazon, Microsoft e Apple, por exemplo.

Um terço do S&P 500 – o índice de ações dos Estados Unidos – é formado por companhias de tecnologia e/ou essencialmente digitais. O número no nome do índice não é à toa: ele une 5 centenas de companhias.

No Brasil, há apenas 383 empresas listadas em Bolsa, somando todos os segmentos.

Oportunidades

O ano de 2023 tem seu início marcado por juros altos em diferentes economias do planeta. Com os Estados Unidos não é diferente. A alta na taxa básica tende a causar uma desaceleração da economia.

Para Henrique Alecrim, associado da área comercial do JP Morgan, a recessão deve ser branda – com queda entre 1% e 1,5% na economia americana durante este ano.

Ele explica que o momento não é para medo ou fuga dos ativos americanos. Pelo contrário, oportunidades podem ser aproveitadas. De acordo com Alecrim, é possível “ganhar do S&P mesmo enquanto o índice está caindo”.

Isso ocorre porque, com a desaceleração, as ações ficam mais baratas. Portanto, um investimento agora pode gerar retornos interessantes no médio e no longo prazo – quando os valores dos ativos forem recuperados.

Onde investir?

Há diferentes caminhos para acessar mercados do exterior sem sair do Brasil e não ter que lidar com burocracias e gastos para o envio de dinheiro para fora.

Entre as alternativas, destacamos: Fundos de Investimentos, Exchange Traded Funds (ETFs), Brazilian Depositary Receipts (BDRs) e Certificado de Operações Estruturadas (COE). 

A seguir, vamos entender melhor como funcionam cada uma dessas opções.

Fundos Internacionais

Os Fundos Internacionais investem em ativos globais, e seus portfólios podem ser compostos por renda fixa, renda variável ou uma junção desses investimentos em outros países (fundos multimercados). Os aportes são feitos em reais, não em moeda estrangeira.

Quando dedicados apenas a aportes em ações, os ganhos com os Fundos são tributados em 15% pelo Imposto de Renda (IR). Já as categorias de Renda Fixa e Multimercados seguem a tabela regressiva do IR:

Período de investimentoAlíquota (%)
Até 180 dias (6 meses)22,5%
De 181 a 360 dias (6 meses a 1 ano)20,0%
De 361 a 720 dias (1 a 2 anos)17,5%
Acima de 720 dias (2 anos)15,0%

ETFs

Os Exchange Traded Funds são um tipo de Fundo de Investimentos que negocia suas cotas em Bolsa. O desempenho dos ETFs busca replicar um índice de ações, que pode ser nacional ou estrangeiro.

Essa também é uma alternativa para diversificar a carteira sem a necessidade de enviar dinheiro para o exterior e pagar por uma remessa de câmbio.

Assim como os Fundos tradicionais de Renda Fixa, o ganho das operações é tributado em 15% sobre o IR. Além disso, dependendo da corretora de investimentos, pode ser necessário pagar taxa de corretagem sobre a compra e a venda dos ativos.

BDRs

Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) são títulos emitidos por empresas estrangeiras negociados no pregão da B3. É uma forma simples de brasileiros investirem em companhias negociadas em Bolsas de outros países, sem a necessidade de abrir conta em corretoras internacionais.

Por meio dos BDRs, é possível investir em empresas em grandes companhias americanas, como as citadas anteriormente – e até mesmo na Berkshire Hathaway, do guru dos investimentos Warren Buffett.

A tributação pelo IR é de 15% sobre o ganho obtido nas negociações. Além disso, pode haver taxa de corretagem, de custódia e emolumentos.

COE

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) pode ser visto como se tivesse a estrutura de um fundo, já que agrega diversos investimentos. Uma de suas características é mesclar o alto risco e bom retorno da renda variável com a segurança da renda fixa – por isso, pode atender diferentes perfis de investidor.

A taxa de administração dos COEs varia de 0,5% a 2% ao ano, e são tributados pela tabela regressiva do IR, assim como os Fundos de Investimentos.

Quais os riscos de investir fora?

Uma das principais preocupações para se ter ao alocar seus ativos em outro país é a variação de câmbio. Em um cenário hipotético: caso o valor do dólar caia e o do real aumente, a rentabilidade do investimento pode ser afetada pela queda da moeda americana.

Porém, caso o contrário aconteça – e o real desvalorize frente ao dólar – os investimentos internacionais podem ficar sujeitos a um efeito positivo de valorização.

Por encontrar muito mais opções do que no mercado nacional, vale redobrar a atenção ao avaliar as empresas e ativos que vão compor a carteira.

É sempre importante ressaltar que os assessores de investimentos são profissionais especializados em ajudar seus clientes na tomada desse tipo de decisão.Você também pode se aprofundar sobre os investimentos nos Estados Unidos com o e-book do Portal SVN. Clique aqui para acessar o material que é gratuito e exclusivo.

Autor

Boris Bellini
Jornalista com experiências em marketing, segurança digital, mercado editorial e financeiro. No meio acadêmico, pesquisa a credibilidade jornalística. Anteriormente foi músico, tendo atuado como violoncelista e professor.

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