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Como investir em ações?

Entre abril de 2021 e março de 2022, a B3 – Bolsa de Valores do país – viu uma alta de 44% na quantidade de pessoas cadastradas para investimentos em renda variável. O total chegou a 4,3 milhões de investidores. Trata-se de um aumento expressivo em um grupo que cresce ano após ano. Para se ter uma ideia, o primeiro milhão de CPFs foi atingido em 2019.

Mesmo assim, ainda existe muita gente com dinheiro parado na poupança que até gostaria de investir em ações, mas tem dúvidas sobre o tema. Por exemplo: como comprar ações? Ou “preciso de muito dinheiro para ter ações?”. Continue a leitura e tire suas dúvidas.

O que são ações?

Ações são a menor parte do capital social de uma empresa. Isso significa que, ao comprá-las, as pessoas se tornam sócias do negócio. Dessa forma, mesmo sem muito dinheiro, é possível ter um pedaço pequeno de companhias listadas na Bolsa de Valores.

O investimento no mercado acionário é considerado de mais risco do que a compra de títulos ou fundos de renda fixa. Porém, as possibilidades de ganho também podem ser maiores. Outra vantagem é o recebimento de dividendos ou parte dos lucros da empresa. Por lei, as companhias que dividem seus ganhos com os acionistas, devem compartilhar ao menos 25% das receitas. Existem três tipos de ação: PN, ON e Unit.

Onde comprar ações?

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Quando uma empresa abre seu capital, os sócios passam a negociar parte das ações na Bolsa de Valores. No Brasil, as compras e vendas ocorrem durante pregões da B3. Esse processo não é feito de maneira direta – os investidores não compram os papéis diretamente com a empresa ou com a B3. As negociações são intermediadas pelas corretoras de investimento – empresas responsáveis pela relação entre pessoas e diversos tipos de aplicações.

Então, para comprar ações, é necessário ter conta em uma corretora.

Como comprar ações?

como investir em ações

Assim que uma nova conta é aberta, as corretoras de investimentos encaminham um teste ao cliente. Ele é chamado Suitability e, por meio dele, é possível conhecer o perfil de investidor da pessoa – que pode ser precavido (menos tolerante a riscos), moderado ou destemido (aceita mais riscos em busca de maior rentabilidade, também conhecido como arrojado).

O perfil é fundamental para traçar estratégias de investimento, e a compra de ações deve acontecer após uma boa análise. Os especialistas usam diferentes parâmetros para avaliar a saúde financeira de uma companhia. 

Na análise fundamentalista, os analistas estudam a fundo as finanças da empresa e também o cenário macroeconômico no qual estão inseridas. O objetivo é entender qual o potencial de retorno das ações no longo prazo. É comum observar em relatórios o percentual de “upside” – ou seja, quanto a ação pode subir em determinado período. 

Já a análise técnica se concentra em gráficos de preços dos papéis. Investidores estudam os dados com o intuito de entender quais são os melhores momentos para compra (baixa no preço) e a hora certa de vender (ponto máximo após uma alta). Investir em ações com essa estratégia costuma estar relacionado a prazos muito curtos, às vezes de poucas horas.

É possível adquirir ações por meio de um fundo. Nesse caso, o investidor conta com a expertise do gestor profissional em relação à escolha dos ativos e diversificação da carteira.

Existe ainda outro caminho para ter gestão profissional do patrimônio: o assessor de investimentos. Neste caso, o trabalho é personalizado para cada investidor.

Qual o papel da assessoria de investimentos?

Para investir em ações é necessário conhecer as diversas características do mercado, analisar centenas de empresas e montar uma carteira. Isso tudo é trabalhoso e distante da realidade de muitas pessoas. Por isso, vale consultar um assessor de investimentos. 

Esse profissional é responsável por apresentar a dinâmica de funcionamento do mercado para quem está com disposição para entrar na Bolsa ou realizar aportes em outras opções de renda variável – como os fundos, por exemplo – ou na renda fixa.

Além disso, o assessor também pode sugerir as melhores opções para o perfil de investidor de cada cliente. Trata-se de profissionais especializados em ajudar outras pessoas a planejar seus investimentos.

De quanto dinheiro eu preciso para investir em ações?

Não existe uma quantia mínima para começar a investir em ações, mas é importante observar as características desse tipo de investimento.

Geralmente, os papéis são vendidos em lotes de 100 unidades – se uma ação está cotada em R$ 15, será necessário investir R$ 1,5 mil na compra de um lote. Porém, existe o mercado fracionário, onde as negociações são feitas por unidades que variam entre uma e 99 ações. Há menos investidores que operam dessa forma e, por isso, os preços podem ser diferentes do mercado comum, e a liquidez mais baixa.

Se as ações de uma empresa forem cotadas a R$ 0,80, é possível comprar apenas uma por esse valor. Por outro lado, é importante pesquisar no site da corretora os valores das taxas para ter certeza de que vale a pena fazer aportes com capital muito baixo. O assessor de investimentos pode ajudar nisso também.

Taxas no investimento em ações

Quando uma compra de ações é realizada – independentemente da quantidade –, é cobrado um valor pela intermediação do negócio, e ele varia de acordo com a corretora. Além disso, também há casos de cobrança da taxa de custódia, ou seja, a manutenção dos papéis na conta do acionista.

Ao investir em ações com pouco dinheiro, é importante observar se os ganhos não serão ofuscados com o pagamento de taxas.

Outro ponto importante, sempre recomendado, é a diversificação dos investimentos. Comprar ações de diferentes companhias é uma forma de não se expor ao risco de apenas uma. Caso ocorra problemas em um setor, por exemplo, os outros papéis ajudam a manter o desempenho da carteira.

As pessoas que destinam mais dinheiro à compra de ações podem ter outro fator para observar: o imposto de renda. É cobrada alíquota de 15% para os ganhos obtidos após a venda de ações. Porém, se os valores vendidos em um mês ficarem abaixo de R$ 20 mil, o investidor é isento do pagamento.

Autor

Boris Bellini
Jornalista com experiências em marketing, segurança digital, mercado editorial e financeiro. No meio acadêmico, pesquisa a credibilidade jornalística. Anteriormente foi músico, tendo atuado como violoncelista e professor.

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