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Simulador de Juros Compostos

Introdução

Nos investimentos, os juros compostos se traduzem na garantia de uma boa rentabilidade para quem escolher realizar aportes considerando um horizonte de longo prazo. O tempo é um fator essencial para multiplicar os rendimentos, pois o cálculo é feito sobre os juros acumulados nos períodos anteriores da aplicação, e não somente sobre o valor do capital inicial. 

Com este simulador, é possível visualizar como os juros compostos funcionam na prática. 

Para começar, preencha o valor inicial do investimento. Depois, você pode colocar o valor mensal dos aportes (este campo não é obrigatório). Em seguida, indique a taxa de juros do investimento e o período que o montante ficará alocado.

Pronto! Agora é só conferir o potencial de ganho das suas aplicações.

Simulador de Juros Compostos

O que são juros?

A palavra juro vem do latim jus, juris (direito de propriedade, justiça, documento que estabelece um direito). O juro é a remuneração que o investidor recebe pela aplicação. Já no caso de um empréstimo, trata-se da remuneração paga à instituição que realizou a transação. Os juros são divididos em dois grupos: simples e compostos. Enquanto os juros simples são calculados somente sobre o valor principal, os juros compostos são calculados sobre o valor principal acrescido de seus próprios juros, como vamos ver a seguir. 

O que são juros compostos?

O que são juros compostos?

Juros compostos – ou juros sobre juros –  são o sistema adotado na maioria das operações financeiras – como empréstimos e investimentos. Neste regime, o cálculo é feito sobre os juros acumulados de períodos anteriores, não somente sobre o valor do capital inicial. Quando você pensar em juros compostos, considere que o valor aumenta sempre de acordo com os juros do mês anterior. 

Nos investimentos, com o fator tempo, os juros compostos são capazes de multiplicar por diversas vezes o montante investido. Com planejamento e disciplina no plano de aportes, os juros compostos são um importante aliado para as pessoas que vivem de renda (ou juros).

Já em uma dívida na qual o contrato se baseia em juros compostos, a situação pode se complicar para o devedor. O atraso nas faturas de cartão de crédito, por exemplo, são delicados e até perigosos, pois a cada mês sem pagar, os juros crescem por incidirem sobre o montante total (dívida + juros). Então, se para quem investe os juros compostos são aliados no planejamento de aumento do capital, para quem tem dívida, esse pode ser o maior pesadelo. 

Com esse conhecimento e a ajuda deste simulador, você pode tomar melhores decisões de investimento e evitar perdas!

Qual a diferença entre juros simples e compostos?

Enquanto os juros simples consideram sempre o capital inicial, os juros compostos são calculados de forma exponencial: juros sobre juros. A maior parte das operações financeiras são atreladas a juros compostos. Portanto, entender esse conceito é fundamental não só para escolher melhor os investimentos e potencializar os rendimentos, como para evitar aumentar o tamanho de uma dívida – a chamada “bola de neve” financeira.

Como funciona o cálculo dos juros compostos?

Os juros compostos são calculados de período em período, geralmente mensalmente. No primeiro período, os juros são calculados sobre o capital inicial; nos próximos, o cálculo é feito sobre o montante acumulado no período anterior (valor inicial + juros). 

Vamos ver como isso funciona na prática:

Considere um investimento de R$ 5 mil que remunere com juros compostos em 1% ao mês, com prazo de 5 anos.

No primeiro mês, o retorno será de 1% sobre os R$ 5 mil. No segundo, será 1% sobre o valor inicial + o rendimento do primeiro mês. No terceiro mês, será 1% sobre o valor inicial + o rendimento do primeiro e do segundo mês – e por aí vai. 

A diferença entre o juros simples e composto começa a ficar mais acentuada a partir do 12º mês da aplicação. No gráfico abaixo, é possível perceber a diferença entre os dois métodos de aplicação. Observe que a linha laranja, que representa os juros compostos, mostra um avanço significativo no quinto ano do aporte.

Fonte: XP

Como falamos acima, o fator tempo é fator decisivo para multiplicar o capital em investimentos que remuneram com juros compostos. Dessa maneira, pense que esse investimento se estenda por mais 20 ou 30 anos. Essa curva laranja estará cada vez mais ascendente – com um crescimento exponencial – aumentando o seu lucro rapidamente.

Fórmula de juros compostos

A aplicação dos juros compostos pode ser traduzida pela fórmula  

M = C ∙ (1 + i)t

M é o valor total da aplicação;

C é o capital investido;

i é a taxa de juros;

t é o período de tempo (duração do investimento). 

Se a fórmula fosse aplicada no exemplo acima, o montante inicial de investimento seria de R$ 5 mil. Após  5 anos, considerando o mesmo investimento inicial e a mesma taxa de juros ao mês, o dinheiro terá rendido R$ 4.083,00. 

Observe a diferença de retorno entre os juros simples e compostos nesse cenário:

Rentabilidade: juros simples x juros compostos*

Período (anos)Capital InicialJuros Simples (1% ao mês)Juros Compostos (1% ao mês)
15.000,005.600,005.643,00
25.000,006.200,006.348,00
35.000,006.800,007.153,00
45.000,007.400,008.055,00
55.000,008.000,009.082,00
*Em R$; Fonte: XP.

Quais tipos de investimento remuneram com juros compostos?

Há diversas opções de investimentos atrelados a juros compostos. A seguir, listamos algumas opções de baixo risco, voltadas para o investidor mais conservador. 

Vale destacar que o CDB e as LCIs contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até  até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. 

1- CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um tipo de investimento de renda fixa cuja rentabilidade está atrelada à taxa Selic. Ao adquirir um título dessa modalidade, a pessoa empresta dinheiro ao banco emissor e, ao final do contrato, recebe a quantia de volta com juros. A rentabilidade é vinculada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que acompanha de perto a taxa básica de juros brasileira

2- LCI e LCA

Letra de Crédito Imobiliário (LCI) ou Letra de Crédito Agrícola (LCA) são títulos emitidos por instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central. Trata-se de um investimento de renda fixa com lastro nos setores que os nomeiam. Ao investir nessa categoria, o investidor incentiva a atividade agropecuária e/ou imobiliária, segmentos que incentivam o desenvolvimento do País – por isso, os títulos têm isenção de Imposto de Renda (IR). 

3- Títulos públicos 

O Tesouro Direto é formado por títulos públicos emitidos pelo Governo Federal – o investidor empresta dinheiro para o governo e recebe juros de remuneração pelo empréstimo. Esses títulos oferecem rentabilidade superior à poupança e são tão seguros quanto, pois têm risco soberano. Isso porque o investidor só perde o dinheiro caso o país entre em falência. Há três modalidades no Tesouro Direto: 

prefixados – Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais; 

pós-fixados – Tesouro Selic; 

híbridos – taxa fixa + variação, como Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais.

4- Fundos de renda fixa

Essa opção de investimento tem portfólios compostos por diversos produtos – como títulos públicos, títulos privados, CBDs e LCI/LCA. A escolha dos ativos e as mudanças no portfólio são feitas por um gestor, que tem o objetivo de alcançar a máxima rentabilidade com o mínimo de risco. Trata-se de um produto que contribui para a diversificação da carteira.

Há, igualmente, outras opções de investimento que têm remuneração atrelada a juros compostos e maior exposição ao risco. Para acessar mais informações sobre esses produtos, prazos, rentabilidade e disponibilidade, entre em contato com um assessor de investimentos.

Autor

Priscilla Arroyo
Priscilla Arroyo é jornalista, especialista na cobertura de economia e finanças. Com dez anos de experiência em redações, foi repórter do Brasil Econômico e da Isto É Dinheiro. Como freelancer, contribuiu com reportagens para El País, Uol e iG.

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