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Por que você deve investir nos EUA?

O tema investir nos EUA ficou de novo sob holofotes depois da última quarta-feira. Foi o dia em que o Fomc (Comitê federal de mercado aberto, na sigla em inglês), do Fed (banco central dos EUA), manteve a taxa básica de juros americana no patamar entre 5,25% e 5,50% ao ano (a.a.).

Não dá para perder essa chance”, enfatiza Pedro Tiezzi, especialista em alocação de recursos na SVN.

Pode parecer pouco se levar em consideração que no mesmo dia o Copom (Comitê política monetária) do Banco Central reduziu a Selic para 10,75% a.a. Porém, quando se fala em investimentos internacionais, há muito para se levar em consideração.

Os Estados Unidos são o destino mais procurado por brasileiros que investem fora do país. Este texto aborda motivos que colocam o mercado americano nessa posição de destaque e benefícios importantes que você tem ao diversificar a carteira com ativos internacionais.

Um pouco do histórico

A foto mostra um assessor de investimentos sentado à mesa, de frente para a câmera. Ele é branco, tem cabelos e barba grisalhos e usa terno e gravata. O assessor sorri, segura um papel com gráficos em uma mão, uma caneta em outra e tem um notebook ao seu lado. Sua postura e expressão sugerem que está pronto para explicar sobre os benefícios de investir nos EUA.

O patamar atual de juros estipulado pelo Fomc é praticado desde julho de 2023. Também é o mais alto dos últimos 23 anos.

O país mais rico do mundo chegou a março de 2001 com uma taxa de 5,50% – ainda não era um intervalo como hoje. Naquele mês ela foi reduzida para 5% e até o ano passado nunca mais havia retornado ao mesmo patamar.

Para se ter uma ideia, os ataques ao World Trade Center ocorreram 6 meses depois e o mundo ainda levaria 3 anos para ver o lançamento do Orkut. O iPhone só foi lançado em 2007.

Portanto, a janela atual de oportunidade para investir nos EUA é clara. Principalmente se levar em consideração que os títulos do tesouro do país (Treasuries) chegam a ser considerados os investimentos mais seguros do mundo.

Atualmente, é esperado que o Fomc comece a reduzir os juros na reunião de junho deste ano.

Os juros são mais altos no Brasil

A foto mostra uma investidora sentada à mesa enquanto analisa gráficos no computador. Ela é negra, usa óculos, tem cabelos grandes e cacheados e usa uma blusa de crochê clara. A foto foi tirada na lateral da mesa, portanto, vemos a investidora e o computador um pouco de lado.

Não é tão simples assim. Vale lembrar que nos últimos 10 anos a cotação do dólar subiu de um patamar de R$ 2,30 para ficar ao redor dos R$ 5,00. No meio do caminho a moeda americana chegou a encostar nos R$ 6,00.

Diversificar os seus investimentos com aportes feitos diretamente nos EUA é uma estratégia para se proteger desse tipo de oscilação. É algo que os BDRs, por exemplo, não oferecem, já que são papéis sujeitos às mudanças do câmbio.

Pedro Tiezzi destaca que a taxa básica de juros da Argentina está em 80% ao ano, mas nem por isso é natural que brasileiros recorram a investimentos no país vizinho. Assim entramos no tema do próximo tópico: segurança.

O rating do Brasil

A foto mostra a fachada do prédio da B3, a Bolsa de Valores do Brasil. O térreo tem o pé direito muito alto, a entrada tem acabamento de pedra, ao centro há uma porta grande, com uma janela acima e outras duas, também grandes, uma de cada lado. Na parte de cima da porta, que está aberta, é possível ver o logo da B3 em um vidro dentro do prédio.

O logo é: [B]³

Rating é um assunto muito importante no mundo dos investimentos. Para quem não conhece, são notas de crédito que agências internacionais especializadas conferem a empresas e países. Basicamente é uma forma de dizer quais são os pagadores confiáveis e quais não.

Essas casas conferem notas em suas avaliações. Duas das mais importantes são a Standard & Poor’s (S&P) e a Moody’s, ambas sediadas em Nova York. Nas avaliações de ambas, a Botsuana tem recebido notas de crédito um pouco mais altas que as do Brasil.

Botsuana é um país que faz divisa com a África do Sul, não tem acesso ao mar e é pouco povoado.

Assim como a Argentina, esse não é um destino comum a investimentos brasileiros. Porém, os exemplos ajudam a ilustrar como os juros altos da economia brasileira não são um argumento suficiente para concentrar todo o patrimônio aqui.

Tiezzi esclarece: “Não significa que o Brasil é ruim, mas tem que investir em outros lugares também”.

Vale lembrar que o tesouro americano emite os investimentos mais seguros do mundo. Dessa forma, mesmo pessoas com perfil conservador podem acessar bons ativos nos Estados Unidos.

É difícil investir nos EUA?

Não é difícil acessar o mercado financeiro americano, até mesmo porque existem diferentes formas de fazer isso. É possível desde abrir uma conta por lá e transferir o dinheiro até montar a sua própria offshore.

Muitas vezes faltam informações claras e confiáveis. Saiba mais sobre as possibilidades e os benefícios de investir fora do Brasil – clique na imagem abaixo e acesse o “Guia de dolarização de ativos” do Portal SVN.

Autor

Boris Bellini
Jornalista com experiências em marketing, segurança digital, mercado editorial e financeiro. No meio acadêmico, pesquisa a credibilidade jornalística. Anteriormente foi músico, tendo atuado como violoncelista e professor.

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