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Quanto rende o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto emite títulos públicos de dívida do Governo Federal. De forma resumida, funciona assim: o investidor empresta dinheiro ao governo e recebe juros como remuneração.

Esses títulos oferecem rentabilidade superior à poupança e também são bastante seguros, pois têm risco soberano.

Diferente de outros ativos de Renda Fixa, o Tesouro Direto não é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Isso ocorre justamente por causa da garantia soberana.

Os rendimentos dos títulos públicos não seriam pagos somente em caso de quebra do governo, o que envolveria também a falência de todo o sistema bancário – uma situação que nunca ocorreu.

Os papéis do Tesouro são voltados principalmente a investidores de perfil precavido – pessoas que buscam ganhos acima da inflação com poucos riscos, mesmo que, para isso, abram mão de rentabilidades maiores.

Também são uma opção recomendada para formar a reserva de emergência, independentemente de qual seja o seu perfil.

O pagamento oferecido pelo Tesouro Direto é uma remuneração na forma de juros, pelo período em que o recurso ficou aplicado.

Títulos do Tesouro Direto

Prefixado

O título prefixado possui rentabilidade anual fixada no momento em que é adquirido. Assim, é possível saber exatamente o quanto será possível ganhar até o prazo final do investimento.

Tesouro Selic

São títulos pós-fixados, ou seja, o rendimento varia durante o período de aplicação. A rentabilidade pode ser atrelada à Selic – taxa básica de juros que chegou a 13,75% ao ano em agosto de 2022 – ou à inflação medida pelo IPCA. O índice encerrou o último ano com alta de 5,79%.

Tesouro IPCA

É um título híbrido – mistura de prefixado com pós-fixado. Uma parte da rentabilidade é atrelada à inflação, medida pela variação do IPCA, e a outra já é determinada no momento da compra. Sendo assim, esses títulos oferecem rendimento igual à variação da inflação mais uma taxa prefixada de juros.

Tesouro RendA+

Este é o investimento mais recente disponibilizado pelo Tesouro. O RendA+ está disponível desde o dia 30 de janeiro de 2023 e foi pensado para ajudar no planejamento da aposentadoria.

Nele, quando termina o prazo para realizar aportes, a pessoa não recebe todo o valor de volta, mas uma renda mensal pelo período de 240 meses (20 anos). Neste caso, o fim do período de investimento é chamado de “data de conversão”.

As rentabilidades são similares ao Tesouro IPCA – ou seja, os papéis oferecem o avanço da inflação mais uma taxa fixa. O RendA+ pode ser dividido em três momentos:

  • Acumulação – é o período no qual o investidor escolhe um título, faz o aporte inicial e, depois, segue com os aportes mensais.
  • Data de conversão – deve ser o momento em que a pessoa estima que irá se aposentar. A partir desse ponto, não são feitos mais aportes.
  • Período de conversão – momento seguinte à data de conversão, quando o investidor passa a receber um valor mensal.

Vantagens

Facilidade – para aplicar no Tesouro Direto, basta ter acesso à internet e conta em banco ou corretora de valores.

Segurança – por serem emitidos pelo Governo Federal, os títulos oferecem um dos níveis de segurança mais altos do país. Há economistas que consideram o Tesouro Direto mais seguro do que a poupança.

Liquidez Diária – o resgate do Tesouro Direto pode ser feito a qualquer momento, o que permite flexibilização do investimento – pode ser usado como reserva de emergência, aposentadoria ou para compra de imóvel, por exemplo. Isso porque o próprio governo faz a recompra dos títulos diariamente, e o dinheiro fica disponível na conta em um dia útil.

Acessibilidade – o investimento permite aplicações mínimas por cerca de R$ 30.

Desvantagens

Taxas e tributos

O Tesouro Direto possui cobrança de taxa e tributação de acordo com o valor investido e o prazo de aplicação. O Imposto de Renda (IR) é cobrado de forma regressiva – quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, menor é o valor a ser pago. A taxação é feita de acordo com a seguinte tabela:

Período de investimentoAlíquota (%)
Até 180 dias (6 meses)22,5%
De 181 a 360 dias (6 meses a 1 ano)20,0%
De 361 a 720 dias (1 a 2 anos)17,5%
Acima de 720 dias (2 anos)15%

Risco de venda

Os preços dos Títulos variam de acordo com as oscilações das taxas básicas de juros. Portanto, há o risco de resgatar um valor menor do que o investido, caso seja necessário um resgate antecipado.

Quanto rende o Tesouro Direto?

Conforme visto anteriormente, o rendimento do Tesouro Direto varia de acordo com a categoria do título escolhido. Além disso, nos papéis atrelados à inflação e ao IPCA, os ganhos anuais podem variar durante o período de investimento.

No site do Tesouro Direto, é possível fazer as simulações para cada uma das categorias – Tesouro Prefixado, Tesouro IPCA+, Tesouro Selic e Tesouro RendA+.

Primeiro, o investidor precisa ter em mente qual será seu objetivo com a aplicação – aposentadoria, imóvel, carro novo, estudos, reserva de emergência, viagem, entre outros. Também é importante saber por quanto tempo se pretende deixar o dinheiro investido – a curto, médio ou longo prazo.

É possível ter uma referência do retorno por meio do simulador do site do Tesouro. No entanto, as opções mudam com frequência, por isso é sempre válido buscar a ajuda de um assessor para fazer a melhor escolha de acordo com seus objetivos e perfil de investidor.

Na página do Tesouro Direto é possível ver quais são os títulos disponíveis no momento e ter informações como rentabilidade, investimento mínimo e vencimento, além da opção de realizar simulações com cada um dos papéis.

Rentabilidade do Tesouro Direto

Para exemplificar, abaixo são apresentados os resultados de simulações com quatro títulos. Foram considerados investimento inicial de R$ 200 mil e aportes mensais de R$ 1 mil. Os dados são de 7 de março de 2023.

Tesouro Prefixado com juros semestrais 2033: R$ 771.899,30

Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2032: R$ 560.643,44

Tesouro Selic 2029: R$ 404.733,21

Os resultados das simulações acima apresentam os valores líquidos, já descontados da tributação do IR e da taxa de administração da B3.

A simulação do RendA+ é diferente. O site do Tesouro Direto pede para que sejam preenchidos a idade atual do investidor, com quantos anos se deseja aposentar, qual o valor da renda extra que espera ter ao final do investimento e o valor disponível para fazer o investimento inicial.

Consideramos uma pessoa de 48 anos, com planos para se aposentar aos 60 e, a partir de então, receber R$ 5 mil mensais do investimento no RendA+. O aporte inicial escolhido foi de R$ 200 mil.

A partir desses dados, o simulador recomenda o título Tesouro RendA+ aposentadoria extra 2035. Para atingir a renda de R$ 5 mil ao final do investimento, seriam necessários aportes mensais de R$ 889,26.

Como investir no Tesouro Direto

Após ter certeza de qual é o título mais indicado para os seus objetivos e perfil, o investidor precisa apenas seguir esses passos:

1- Abrir uma conta

Instituições financeiras – bancos ou corretoras de valores – dão a possibilidade de investir no Tesouro Direto. Basta abrir uma conta e solicitar o cadastro junto ao Tesouro Nacional.

2- Cadastro no Tesouro Nacional

Depois disso, um e-mail com senha provisória será enviado para o cliente, que deve acessar a plataforma e atualizar a senha. Assim, terá acesso restrito.

3- Escolha do Título

Como já citado anteriormente, há três opções de títulos públicos à venda: os prefixados, os pós-fixados e os indexados à inflação. O investidor deverá escolher a opção de investimento de sua preferência, de acordo com seu perfil de investidor, valor de aporte e objetivos.

4- Começar a investir

Após a escolha do título, é preciso definir o valor que deseja investir e transferir o dinheiro para a instituição financeira, que emitirá uma ordem de compra.

Autor

Boris Bellini
Jornalista com experiências em marketing, segurança digital, mercado editorial e financeiro. No meio acadêmico, pesquisa a credibilidade jornalística. Anteriormente foi músico, tendo atuado como violoncelista e professor.

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