Seguro de Vida: Um gesto de cuidado

Não se trabalha somente para pagar contas, certo? Também queremos comprar coisas que façam bem, viajar para lugares interessantes, presentear pessoas que amamos, realizar sonhos, viver aventuras. Enfim, para além das necessidades básicas, desejamos conquistar uma série de benefícios do trabalho e da organização financeira.

Por outro lado, quando se dá trela para as preocupações da mente, pode-se chegar à conclusão de que é arriscado sair na rua de manhã. Não dá para saber o que vai acontecer. Faz parte da vida, e é por esse motivo que um bom planejamento financeiro também envolve proteção contra eventualidades.

É isso que os Seguros de Vida oferecem. Esse instrumento pode ser usado para a tranquilidade da família do segurado, mas também para benefício da própria pessoa que contrata. Afinal, é possível utilizar o seguro em vida.

Dessa forma, caso uma eventualidade ocorra, o padrão de vida pode ser mantido para que a pessoa tenha a tranquilidade necessária para se concentrar no que for preciso. E sua família continue bem.

Pode-se dizer que é como na comédia dramática francesa Intocáveis, de 2012. O filme conta uma história real: um homem fica tetraplégico após um acidente. Diversas questões são apresentadas no longa, mas também é possível perceber que o personagem Philippe continua a vida em sua casa confortável e com toda a estrutura necessária para ajudá-lo. Um Seguro de Vida é para quem busca esse tipo de segurança.

Quando usar o seguro?

Quando usar o seguro? / A imagem mostra um homem em pé em uma calçada, ele usar óculos escuros e olha para o lado enquanto segura um copo de café em uma mão e mantém um notebook em baixo do outro braço.

Como mencionado, o Seguro de Vida pode ser usado em benefício do próprio segurado, quando, por motivos específicos, não puder gerar renda com o trabalho. Dessa forma, não é necessário utilizar recursos do patrimônio para custear despesas básicas, por exemplo.

Além disso, caso algo mais sério aconteça, a família pode viver o seu luto sem se preocupar com as despesas e os custos que surgem em um momento que já é tão delicado.

De modo geral, trata-se de um caminho para garantir objetivos de longo prazo e questões cotidianas de uma família, independentemente de como for o dia de amanhã. Além disso, a ferramenta também pode ser uma aliada no planejamento sucessório – e até mesmo na sucessão de uma empresa.

Texto assinado por Rogério Carvalho, head de wealth services da XP Inc., destaca cinco pontos em que o seguro pode ajudar: “manter o padrão de vida, garantir liquidez imediata, preservar os investimentos, evitar dilapidação do patrimônio e facilitar a sucessão patrimonial”.

Seguro de vida: como funciona?

Seguro de Vida: como funciona? / A imagem mostra um casal com duas meninas sentados em um sofá. Eles sorriem e olham para uma planilha que é mostradas por outra mulher também sentada no sofá.

O primeiro passo é realizar uma análise do segurado para entender quais são as suas necessidades. Esse processo pode ser feito com a ajuda da assessoria de investimentos – quando o profissional trabalha junto a uma equipe multidisciplinar, o cliente tem acesso a uma pessoa especializada em seguros.

A partir disso, é possível saber qual tipo de plano atenderá melhor o segurado. Também são determinadas características específicas no seguro, para que fique o mais alinhado possível às necessidades do cliente.

Os custos podem variar de acordo com uma série de fatores, como coberturas contratadas e perfil do segurado. Após a escolha e a contratação, a seguradora emite uma apólice com todas as informações sobre o que foi acordado – igual a outros tipos de seguro.

Se houver um sinistro, o beneficiário receberá uma quantia para cobrir as despesas necessárias naquele momento. Em caso de falecimento, por exemplo, o recebimento não depende do inventário. Então, a família pode destinar o valor às custas do processo e também para arcar com suas despesas cotidianas enquanto aguarda o resultado.

Transformação do mercado de seguros

Transformação do mercado de seguros / A imagem mostra uma avenida larga, com dois sentidos, em meio a diversos prédios com fachadas predominantemente de vidro. Não é possível ver os carros passando na avenida, mas apenas os rastros de seus faróis e lanternas.

Reportagem do InfoMoney aponta como o cenário dos Seguros de Vida mudou no Brasil. De acordo com o texto, até a década de 1990 era comum que os planos fossem feitos em grupo, por empresas ou clubes, por exemplo.

Atualmente os seguros individuais crescem cada vez mais, principalmente após a pandemia de covid-19. Registros da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) apontam que, no ano passado, 45,3% dos seguros firmados eram da modalidade individual, enquanto 54,7%, da coletiva.

Como comparação, em 2019, os individuais corresponderam a 33,6% e os coletivos, 66,4%.

Autor

Boris Bellini
Jornalista com experiências em marketing, segurança digital, mercado editorial e financeiro. No meio acadêmico, pesquisa a credibilidade jornalística. Anteriormente foi músico, tendo atuado como violoncelista e professor.

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