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Selic a 10,75% ao ano: queda de juros beneficia Fundos Imobiliários

O Banco Central promoveu em março mais um corte de 0,50 p.p. na Selic, que está em 10,75% ao ano. Trata-se do sétimo corte consecutivo na taxa básica de juros desde o início do ciclo de afrouxamento monetário, que começou em agosto de 2023. 

Juros mais baixos tendem a impulsionar a economia e também beneficiar algumas categorias de investimento. Os fundos imobiliários (FIIs), uma das categorias mais populares da renda variável, vêm se tornando cada vez mais atraentes em meio aos cortes da Selic. O índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) apresenta, historicamente, avanço em momentos de redução da Selic.  

Neste ciclo de queda da Selic, que começou em agosto de 2023, não tem sido diferente: o IFIX confirma tendência de ascensão e avança 5,78% no período. Em fevereiro, o índice bateu recorde ao alcançar 3.360 pontos, o maior patamar da série histórica, que começou em dezembro de 2010.

O movimento reflete uma visão mais otimista sobre o desempenho do mercado imobiliário. O atual cenário contribui para a categoria: risco dos investidores, que com a queda de juros passam a buscar retornos em outras classes de ativos. 

Esse maior fluxo de compradores contribui com a valorização das cotas dos FIIs, mas também é possível ter benefícios com dividendos. 

Fundos de tijolos

Os fundos de tijolos são mais sensíveis aos movimentos da taxa de juros. Os dados históricos mostram esse aumento da atratividade, pois é nos momentos de queda da Selic que os fundos costumam apresentar retornos atraentes, provenientes tanto do aluguel das propriedades que tem no portfólio quanto da valorização de suas cotas.


“Sem dúvida alguma esse cenário se torna mais propício principalmente para os fundos de tijolos”, afirma a head de fundos listados da XP, Mafe Violattiela.

Fundos de papel

Com a taxa básica de juros perto de 10% ao ano – patamar onde deve se manter por alguns meses – o momento ainda segue como favorável para os fundos de papel. A avaliação é da equipe da XP, que destaca os FIIs de recebíveis com títulos atrelados ao IPCA+ ou IGPM.

Trata-se de ativos que oferecem proteção contra a inflação. “Os fundos indexados ao IPCA+ e aos de CDI+ ainda podem apresentar bons retornos para os cotistas, principalmente em ganhos de dividendos”, destaca a equipe da XP.

Oportunidades na Renda Fixa


Mesmo com a
Selic a 10,75%, ainda é possível encontrar papéis com remunerações interessantes. “É fundamental lembrar que há apenas dois anos, em 2021, a Selic era de apenas 2% ao ano. Hoje, ainda com dois dígitos, a taxa permite muitas oportunidades”, diz Gabriel Torreão, especialista em Renda Fixa na SVN. 

Os títulos atrelados ao IPCA+ seguem sendo as indicações da XP. “A inflação deve permanecer acima do centro da meta, de 3%, nos próximos dois anos. Por fim, ainda é necessária cautela, com os riscos locais e globais a serem monitorados, o que favorece a alocação nessa categoria de ativos”, diz Camilla Dolle, head de Renda Fixa na XP, em relatório.

Confira, abaixo, a rentabilidade de algumas categorias da Renda Fixa:


Para capturar as oportunidades, Torreão aconselha a montagem de um portfólio equilibrado. “Quem tem mais apetite ao risco consegue colocar no portfólio uma variedade de títulos no mercado de crédito privado que oferecem boa remuneração tanto em ofertas públicas quanto no mercado secundário”, afirma. 

Autor

Priscilla Arroyo
Priscilla Arroyo é jornalista, especialista na cobertura de economia e finanças. Com dez anos de experiência em redações, foi repórter do Brasil Econômico e da Isto É Dinheiro. Como freelancer, contribuiu com reportagens para El País, Uol e iG.

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