Panorama do Mercado Financeiro: Ibovespa sobe levemente em meio a desafios globais, destaque para possíveis fusões no setor de varejo, e perspectivas de política monetária no Brasil e nos EUA

O Ibovespa fechou em leve alta ontem, aos 127.752 pontos (+0,3%), acumulando queda de 4,8% em janeiro. O desempenho foi influenciado, principalmente, por uma piora no cenário macro global, com diminuição nas expectativas de corte de juros pelo banco central norte-americano em março. No cenário doméstico, destaque para ruídos políticos envolvendo a Vale, empresa com o maior peso no índice.

Os principais movimentos de quarta-feira foram de ações do grupo Soma (SOMA3, +16,8%) e Arezzo (ARZZ3, +12,1%), impulsionadas por notícia de uma possível fusão. Do outro lado da ponta, RaiaDrogasil (RADL3, -3,6%) foi afetada por uma recomendação negativa de um banco de investimentos.

No mês, o destaque positivo foi para as petroleiras (+5,4%), principalmente a Petrobras (PETR4, +8,3%; PETR3, +7,7%). O setor foi impulsionado pelo aumento nos preços do petróleo devido a eventos geopolíticos (tensões em curso no Mar Vermelho; ataques ucranianos a refinarias russas de petróleo). O destaque negativo foi para setores cíclicos como construção civil (-17,0%) e educação (-16,1%), com a piora no macro global levando a juros mais altos. A grande perda do mês foi da GOL (GOLL4, -68,8%) que oficialmente declarou falência nos EUA, e deixou de fazer parte do Ibovespa.

As taxas futuras de juros fecharam o pregão em queda ao longo de toda a estrutura a termo da curva, em linha com os rendimentos (yields) dos títulos públicos norte-americanos (Treasuries). Após (i) o Federal Reserve (Fed) ter mantido os juros inalterados; e (ii) o Jerome Powell, presidente da instituição, ter declarado que um corte em março é “improvável”, as taxas locais se afastaram dos menores níveis registrados no dia e acabaram fechando a sessão em níveis leves de queda. DI jan/25 fechou em 9,985% (0bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,66% (-3,5bps); DI jan/27 em 9,79% (-7,5bps); DI jan/29 em 10,235% (-8,5bps).

Nesta quinta-feira, os mercados operam em alta nos Estados Unidos (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,6%). Hoje, são aguardados os resultados de Apple, Amazon e Meta.

Na Europa, os mercados operam mistos, com o índice pan-europeu em leve queda (Stoxx 600: -0,1%) após dados de inflação da Zona do Euro apontarem queda menor que a antecipada no núcleo. Hoje, o Banco da Inglaterra toma sua decisão de juros, e apesar de uma manutenção ser amplamente esperada, o mercado fica atento para sinalizações. Na China, os índices fecharam em alta (CSI 300: 0,1%; HSI: 0,5%), após dados de atividade econômica virem mais fortes que o esperado.

O Fed, banco central dos EUA, manteve as suas taxas de juros de referência entre 5,25% e 5,50%, como amplamente esperado. O Fed sinalizou que o início dos cortes de juros acontecerá quando o comitê de política monetária “ganhar maior confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável para 2%”. Entendemos que a decisão e a comunicação de ontem parecem consistentes com o nosso cenário de que a Fed iniciará um ciclo de flexibilização gradual, com um corte de 0,25 p.p. na taxa básica de juros em sua decisão de maio.

Hoje, o destaque é a decisão do banco central da Inglaterra, que também deve manter seus juros estáveis em patamar elevado.

Na América Latina, Chile, Colômbia e Brasil cortaram os juros ontem.

No Brasil, os dados da Pnad do IBGE continuaram mostrando o mercado de trabalho bem aquecido. Além disso, o Copom realizou o amplamente esperado corte de 0,50 p.p. na taxa Selic, elevando a taxa básica para 11,25%. O comunicado pós-reunião quase não foi alterado, repetindo que “os membros do Comitê preveem, por unanimidade, novas reduções da mesma magnitude nas próximas reuniões”.

Fonte: InfoMoney

📊🗞 Veja os principais indicadores às 8h50 : 01/02/2024

🇺🇸 EUA
Dow Jones Futuro (EUA), +0,02%
S&P 500 Futuro (EUA), +0,34%
Nasdaq Futuro (EUA), +0,55%

🌏 Ásia-Pacífico
Nikkei (Japão): -0,76%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,52%
Kospi (Coreia do Sul): +1,82%
ASX 200 (Austrália): -1,20%

🇪🇺 Europa
FTSE 100 (Reino Unido), -0,01%
DAX (Alemanha), -0,15%
CAC 40 (França), -0,77%
FTSE MIB (Itália), +0,01%
STOXX 600, -0,13%

🚢 Commodities
Petróleo WTI, +1,00%, a US$ 76,47 o barril
Petróleo Brent, +0,87%, a US$ 81,23 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de -0,36%, a 968,00 iuanes, o equivalente a US$ 136,27

💲 Bitcoin
Os preços do Bitcoin recuam 1,15%, a US$ 42.124,80

Fonte: InfoMoney

3 minutos de leitura

Compartilhe:

Crie seu cadastro para acessar a área exclusiva do Portal SVN!

Lá você vai encontrar conteúdos exclusivos para investidores de todos os níveis: cursos, web books, lives, ferramentas e muito mais!

Os melhores conteúdos para você realizar os melhores investimentos

Crie seu acesso gratuito

Informe seus dados

Menu

Simulações de investimentos

Descubra o rendimento de diferentes valores no mercado financeiro.