Recomendações para maio, contas externas e balanços em foco; Gerdau e Apple divulgam resultados

🇧🇷 Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda na última terça-feira (30), aos 125.924 pontos (-1,1%), perto da mínima do dia, concluindo o mês de abril com perdas de 1,7%. O índice no dia foi afetado por uma cautela em relação à decisão de política monetária do Federal Reserve, e dados de emprego e manufatura nos EUA, ambos divulgados na quarta-feira.

As maiores quedas foram de setores cíclicos como varejistas, como Magalu (MGLU3, -6,2%) e Casas Bahia (BHIA3, -6,2%), devido a uma abertura da curva de juros. Já a maior alta do pregão foi Cemig (CMIG4, +2,0%), fruto de um movimento técnico de recuperação.

Para a sessão desta quinta-feira, teremos o dado de transações correntes e investimento direto no Brasil, referente ao mês de março, e o PMI de manufatura para a Zona do Euro, referente ao período de abril. Hoje, AES Brasil, Bradesco, EZTec, Gerdau, Iguatemi, Marcopolo, Met. Gerdau, e WEG reportam seus resultados. Pelo lado internacional, divulgarão seus balanços: Apple, Exelon, Novo Nordisk, Shell, e Zoetis.

Publicamos o Raio XP, em que abordamos a estratégia de dividendos no Brasil e papéis destaque no fator Qualidade. Além disso, atualizamos nossas carteiras recomendadas. Confira aqui.

📊 Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira em alta significativa ao longo de todos os vértices da curva. O mercado, de maneira geral, se mostrou mais cauteloso na véspera do feriado do Dia do Trabalho no Brasil e da decisão de política monetária do Fed e, com dados piores do que o esperado no índice de custos de emprego nos EUA, voltaram a embutir prêmios nas taxas ao redor do mundo. DI jan/25 fechou em 10,315% (alta de 16bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,65% (alta de 25,5bps); DI jan/27 em 11,01% (alta de 25bps); DI jan/29 em 11,535% (alta de 22,5bps).

As taxas das Treasuries exibiram queda firme na quarta-feira. O rendimento (yield) da T-note de 2 anos terminou a sessão em 4,968% (-8,20 bps), e a de 10 anos recuou para 4,687% (-4,80 bps).

🌎 Mercados globais
Nesta quinta-feira, os mercados operam em alta nos Estados Unidos (S&P 500: 0,6%; Nasdaq 100: 0,9%), reagindo a uma série de eventos ocorridos na véspera.

Na Europa, o índice pan-europeu opera em queda (Stoxx 600: -0,1%), com a temporada de resultados local. A Bolsa de Hong Kong fechou o dia em forte alta (HSI: 2,5%) impulsionada por montadoras de veículos elétricos, enquanto a Bolsa de Xangai permaneceu fechada devido ao feriado de Dia do Trabalho.

🪙 Economia
Como era amplamente esperado, o comitê de política monetária do banco central dos EUA (FOMC) manteve o intervalo alvo para a taxa básica de juros em 5,25%-5,5% pela sexta reunião consecutiva. O FOMC também anunciou que irá reduzir o ritmo do venda de ativos a partir de junho, reduzindo o tamanho do seu balanço em US$ 25 bilhões por mês, em vez de US$ 60 bilhões. No comunicado escrito que acompanhou a decisão, o FOMC reconheceu uma perspectiva de inflação mais desafiadora ao mencionar uma “falta de progresso adicional em direção à meta de inflação de 2%”. Durante a conferência de imprensa, o presidente do banco central, Jerome Powell, adotou uma abordagem cautelosa em relação a eventuais cortes de juros este ano. Porém, ele não expressou qualquer intenção de aumentar os juros em resposta à recente reaceleração da inflação, como temia parte do mercado. A reação do mercado foi marginalmente positiva.

Hoje, serão publicados os pedidos semanais de auxílio desemprego e os custos unitários do trabalho, na antesala do tão aguardado relatório de emprego de Abril, que será publicado amanhã.

O Iene japonês apreciou abruptamente ontem, o que sugere que o Banco do Japão (BoJ) voltou a intervir no mercado cambial. Mesmo com o movimento de ontem, o iene desvaloriza 14% desde maio do ano passado, e 50% desde o final de 2020.

Ainda no cenário externo, a OCDE elevou a projeção de PIB global e a sondagem empresarial PMI segue mostrando recessão no setor industrial na Zona do Euro.

No Brasil, a Moody’s Ratings elevou a perspectiva de crédito do Brasil para positiva, mencionando a implementação de reformas estruturais que reforçaram as perspectivas de crescimento. A agência, no entanto, salientou que são necessários avanços adicionais na consolidação fiscal para que a perspectiva positiva se traduza de fato numa melhoria da nota de crédito (rating). Destaque hoje para os dados das contas externas.

Fonte: Morning Call – XP

📊🗞 Veja os principais indicadores às 09h15: 02/05/2024

🇺🇸 EUA
Dow Jones Futuro: +0,44%
S&P 500 Futuro: +0,64%
Nasdaq Futuro: +0,79%

🌏 Ásia-Pacífico
Shanghai SE (China), fechado por feriado
Nikkei (Japão): -0,10%
Hang Seng Index (Hong Kong): +2,50%
Kospi (Coreia do Sul): -0,31%
ASX 200 (Austrália): +0,23%

🇪🇺 Europa
FTSE 100 (Reino Unido): +0,39%
DAX (Alemanha): +0,16%
CAC 40 (França): -0,67%
FTSE MIB (Itália): +0,14%
STOXX 600: -0,08%

🚢 Commodities
Petróleo WTI, +0,95%, a US$ 79,75 o barril
Petróleo Brent, +0,99%, a US$ 84,27 o barril

🪙 Bitcoin
Os preços do Bitcoin sobem 1,84%, a US$ 59.091,30

Fonte: InfoMoney

4 minutos de leitura

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