Produção industrial em queda no Brasil; Atualizamos nossas projeções de câmbio e inflação

Ibovespa
Na quarta-feira, o Ibovespa fechou em leve alta de 0,7%, aos 125.662 pontos. O índice foi impulsionado pelo recuo de 2,2% do dólar, cotado a R$ 5,55, após atingir a máxima dos últimos 2 anos de R$ 5,68 no pregão de ontem, e pelo recuo da curva de juros.

Os principais destaques positivos foram papeis cíclicos como Yduqs (YDUQ3, +7,2%), Vamos (VAMO3, +7,0%), e Carrefour (CRFB3, +6,4%), que se beneficiaram do fechamento da curva dos juros futuros. Já os principais destaques negativos foram papeis do setor de frigoríficos como Marfrig (MRFG3, -6,5%), JBS (JBSS3, -4,9%), e BRF (BRFS3, -3,6%), pressionados pelo recuo do dólar, e um movimento técnico de realização de lucros.

Para o pregão de quinta-feira, a bolsa de valores americana está fechada devido ao feriado do dia da independência. O foco do mercado está na sexta-feira, com a divulgação nos EUA do relatório do payroll e a taxa de desemprego, ambos referentes ao mês de junho.

Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de quarta-feira (3) com fechamento por toda extensão da curva. Domesticamente, o pronunciamento favorável ao ajuste fiscal por parte de membros do governo, ajudou o movimento de retirada do prêmio de risco dos ativos locais. Já nos EUA, o destaque foi a divulgação de dados de pedidos de seguro-desemprego, que ao baterem as expectativas do mercado, reforçaram a percepção dos investidores de que a economia americana está desacelerando. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,71% (-3,0bps) e as de 10 anos em 4,36% (-7,0bps). DI jan/25 fechou em 10,695% (queda de 9bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,515% (queda de 19bps); DI jan/27 em 11,83% (queda de 19bps); DI jan/29 em 12,19% (queda de 18,1bps).

Mercados globais
Nesta quinta-feira, os mercados permanecem fechados nos Estados Unidos devido ao feriado de 4 de julho. Amanhã, o mercado aguarda a divulgação de importantes dados de emprego.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,6%), com alta liderada pelos setores de bancos, mídia e seguros. Na China, as bolsas tiveram performances mistas (CSI 300: -0,5; HSI: 0,3%), com Hong Kong impulsionada por montadoras de veículos elétricos.

Economia
Diversos dados econômicos dos EUA foram divulgados ontem, com destaque ao PMI de Serviços ISM. O indicador recuou de 53,8 em maio para 48,8 em junho, o menor nível em quatro anos (a expectativa do mercado apontava para 53,0). Essa queda refletiu, principalmente, os menores patamares dos componentes de atividade empresarial, novas encomendas e emprego. Nosso cenário base considera que o Fed iniciará o ciclo de flexibilização monetária em dezembro, mas reconhecemos as chances crescentes de corte de juros a partir de setembro.

No Brasil, a produção industrial contraiu 0,9% em maio com relação a abril, resultado ligeiramente melhor do que as expectativas (XP: -1,3%; mercado: -1,4%). A queda foi fortemente influenciada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, cuja indústria de transformação é relevante a nível nacional (cerca de 8,5% do total). Segundo as nossas estimativas, a tragédia natural reduziu o crescimento interanual da indústria brasileira em 1,5 p.p. em maio. Apesar disso, o XP Tracker – estimativa de alta frequência – para o PIB do 2º trimestre indica alta de 0,6% em comparação ao 1º trimestre de 2024. Reforçamos nossa previsão de que o PIB crescerá 2,2% este ano.

A equipe econômica da XP publicou, nesta manhã, o relatório macro de julho (para acessar o material completo, clique aqui). Em meio à piora na percepção de risco sobre a condução da política econômica doméstica, a previsão de taxa de câmbio foi revisada para R$/US$ 5,40 no final de 2024 e 2025 (antes: R$/US$ 5,00 e R$/US$ 5,15, respectivamente). Com isso, a projeção de inflação (IPCA) subiu para 3,8% este ano e 4,3% ano que vem (antes: 3,7% e 4,0%). O cenário de taxa Selic estável – em 10,50% – até o final de 2025 não foi alterado, embora o relatório discuta os riscos de aperto monetário adicional.

Fonte: Morning Call XP

📊🗞 Veja os principais indicadores às 9:01h: 04/07/2024

🌏 EUA

Dow Jones Futuro: +0,26%
S&P 500 Futuro: +0,08%
Nasdaq Futuro: -0,03%

🌏 Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), -0,83%
Nikkei (Japão): +0,82%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,28%
Kospi (Coreia do Sul): +1,11%
ASX 200 (Austrália): +1,19%

🌍 Europa

FTSE 100 (Reino Unido): +0,97%
DAX (Alemanha): +0,26%
CAC 40 (França): +0,78%
FTSE MIB (Itália): +0,60%
STOXX 600: +0,62%

🌍 Commodities

Petróleo WTI, -0,63%, a US$ 83,34 o barril
Petróleo Brent, -0,57%, a US$ 86,87o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,77%, a 864,50 iuanes, o equivalente a US$ 118,90

🪙 Bitcoin

Os preços do Bitcoin caem 4,04%, a US$ 57.715,10

Fonte: InfoMoney

3 minutos de leitura

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