Bolsas em queda; inflação nos EUA e vendas do varejo no Brasil no radar

🇧🇷 Ibovespa
O Ibovespa caiu 1,4% na quarta-feira, encerrando o dia aos 128.054 pontos. O índice brasileiro seguiu o movimento dos índices americanos, que foram impactados pela divulgação de dados de inflação ao consumidor acima do esperado, e fecharam no negativo. Com a aceleração da inflação americana, houve aumento da taxa da Treasury de 10 anos para 4,55% (+18bps), e a precificação da probabilidade de corte de juros na reunião de junho do Federal Reserve caiu de 53,4% de chance para 18,1%. O dólar também foi impactado, com a moeda americana sendo negociada a R$ 5,07 (+1,3%), o maior nível em seis meses.

No pregão, o destaque foi a alta de Petrobras (PETR3, +3,0%; PETR4, +2,2%), após notícias apontarem a manutenção do atual CEO no cargo, e pelo aumento de 1,2% no preço do Brent, que também impulsionou as petroleiras juniores, como Prio (PRIO3; +0,7%). Por outro lado, Azul (AZUL4, -6,9%) caiu em razão da queda do preço das passagens aéreas mostrado no IPCA de março, e Petz (PETZ3; -6,2%) foi o papel do setor de varejo que mais foi impactado pela abertura da curva de juros.

📊 Renda Fixa
A curva de juros encerrou a sessão em alta generalizada, diante do forte resultado do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI), indicando uma economia aquecida. Os dados benignos da inflação local não foram suficientes para conter o mau humor do mercado. Tal fato desencadeou a reprecificação do início do ciclo de redução dos juros americanos, afetando negativamente os mercados globais. DI jan/25 fechou em 10,02% (8,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,175% (18,5bps); DI jan/27 em 10,51% (20,5bps); DI jan/29 em 11,055% (20bps).

🌎 Mercados globais
Nesta quinta-feira, os mercados operam em queda nos Estados Unidos (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,3%). A quantidade de cortes de juros esperada pelo mercado ao longo de 2024 caiu para cerca de 50% de probabilidade de uma única redução na taxa do Fed Funds, à medida que o processo desinflacionário não dá sinais de progresso. Hoje, o mercado espera dados de inflação ao produtor americano referentes a março e pronunciamentos de dirigentes do Federal Reserve.

As bolsas ao redor do mundo são contaminadas pelo sentimento negativo vindo dos EUA. Na Europa, os mercados operam em queda (Stoxx 600: -0,4%) no aguardo da decisão do Banco Central Europeu. Na China, as bolsas de Xangai e Hong Kong fecharam o dia negativas (HSI: -0,3%; CSI 300: -0,01%), após dados da inflação ao consumidor local preocuparem em um sentido oposto aos Estados Unidos, com forte desaceleração, sinalizando fragilidade do processo de recuperação da atividade econômica na região.

O petróleo teve uma sessão de forte alta na quarta-feira, com piora nas tensões geopolíticas no Oriente Médio entre Israel e Irã, este último sendo o terceiro maior produtor da OPEP. Vemos o petróleo como um importante risco inflacionário, veja mais detalhes aqui.

🪙 Economia
O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,38% em março, acima das expectativas (consenso: 0,3%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 3,48%. A medida de núcleo da inflação – exclui itens de alimentação e energia – avançou 0,36% na comparação mensal, também acima das projeções (consenso: 0,3%), e sua taxa de variação anual chegou a 3,80%. Os dados desagregados trouxeram sinais preocupantes, com destaque à reaceleração nas métricas de serviços. A nosso ver, a sequência de três leituras de inflação com surpresas altistas elimina qualquer possibilidade de corte de juros em junho. Projetamos que o Federal Reserve começará a reduzir sua taxa de referência em julho, levando-a para o intervalo entre 4,25% e 4,50% até dezembro. No entanto, os riscos estão cada vez mais inclinados para cima, e não descartamos a possibilidade de manutenção da taxa de juros até o final de 2024.

No Brasil, o IPCA subiu 0,16% em março, abaixo das expectativas (XP: 0,24%; consenso: 0,25%). Dessa forma, a inflação acumulada em doze meses cedeu de 4,50% para 3,93%. As principais métricas de inflação subjacente apresentaram moderação, com destaque aos preços de serviços. Após surpresas altistas nas leituras anteriores, o IPCA de março trouxe certo alívio para o cenário de inflação no curto prazo. Assim, reforçamos nossa projeção de alta de 3,5% em 2024. Porém, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) deve manter sua postura cautelosa, em linha com a ampliação das incertezas no ambiente macroeconômico doméstico e global.

Na agenda internacional desta quinta-feira, destaque para a decisão de política monetária na zona do euro. O Banco Central Europeu (BCE) não deve alterar suas taxas de juros de referências, mas pode reforçar a sinalização de que o ciclo de flexibilização está próximo. Nos EUA, os agentes de mercado irão monitorar a inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) de março e os pedidos iniciais de auxílio desemprego na semana passada. No Brasil, atenções voltadas à divulgação das vendas varejistas (Pesquisa Mensal do Comércio) em fevereiro.

Fonte: Morning Call – XP

📊🗞 Veja os principais indicadores às 9h02: 11/04/2024

🇺🇸 EUA
Dow Jones Futuro: -0,47%
S&P 500 Futuro: -0,50%
Nasdaq Futuro: -0,45%

🌏 Ásia-Pacífico
Shanghai SE (China), +0,23%
Nikkei (Japão): -0,35%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,26%
Kospi (Coreia do Sul): +0,07%
ASX 200 (Austrália): -0,44%

🇪🇺 Europa
FTSE 100 (Reino Unido): -0,36%
DAX (Alemanha): -0,64%
CAC 40 (França): +0,74%
FTSE MIB (Itália): -0,94%
STOXX 600: -0,49%

🚢 Commodities
Petróleo WTI, -0,55%, a US$ 85,72 o barril
Petróleo Brent, -0,39%, a US$ 90,08 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,29%, a 826 iuanes, o equivalente a US$ 114,14

🪙 Bitcoin
Os preços do Bitcoin sobem 1,50%, a US$ 70.094,10

Fonte: InfoMoney

4 minutos de leitura

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