Troca de comando na Petrobras, IBC-Br e CPI nos EUA: o que move os mercados hoje

🇧🇷 Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta ontem, aos 128.515 pontos (+0,3%). O índice foi impulsionado pela publicação da ata da última reunião do Copom, com uma sinalização para frente considerada unânime, apesar da divisão na reunião (leia nossa análise macro aqui). Porém, os ganhos foram limitados com o mercado reagindo negativamente em relação ao resultado do 1T24 divulgado pela Petrobras (leia nossa análise aqui), provocando uma queda em suas ações (PETR3, -2,7%; PETR4, -1,8%). Após fechamento, foi anunciada a demissão do CEO, Jean Paul Prates – a ADR da estatal cai 7,1% no pós-mercado.

Os principais destaques positivos foram Hapvida (HAPV3, +10,4%), após divulgar um resultado do 1T24 considerado positivo pelo mercado (leia nossa análise aqui), e Embraer (EMBR3, +7,7%), após o anúncio de uma nova companhia aérea nos Estados Unidos.

Para a sessão desta quarta-feira, dados econômicos importantes como o IBC-Br de março, e a inflação ao consumidor nos EUA referente ao mês de abril. Em termos de resultados domésticos, teremos: Agrogalaxy, Dasa, Dimed, Equatorial Energia, IMC, Marfrig, Orizon, Simpar, e Unifique. Pelo lado de internacional, será divulgado o resultado da Cisco.

📊 Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de terça-feira em queda, principalmente nos vértices intermediários e longos, reduzindo a inclinação da curva. O mercado local reagiu bem à aguardada ata do Copom, que trouxe sinalizações de que todos os dirigentes do Comitê admitem um cenário mais adverso, que deve exigir uma política monetária mais cautelosa adiante. Com isso, os investidores reduziram os receios de um Banco Central mais complacente com a inflação, e retiraram prêmios da curva.

O movimento de alívio também foi observado nas Treasuries. A reação aos dados ainda fortes da inflação ao produtor (PPI) nos Estados Unidos em abril foi contida tanto pela revisão para baixo da inflação de março, quanto pela expectativa dos agentes de que a inflação ao consumidor (CPI) mostre algum arrefecimento no país. As T-Notes de 2 anos fecharam a 4,81% (-4,0bps) e as de 10 anos a 4,45% (-3,0bps). DI jan/25 fechou em 10,33% (alta de 1,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,535% (queda de 5bps); DI jan/27 em 10,87% (queda de 10,5bps); DI jan/29 em 11,365% (queda de 14bps).

🌎 Mercados globais
Nesta quarta-feira, os mercados operam sem direção definida nos Estados Unidos (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,0%), no aguardo da divulgação da inflação ao consumidor americano (CPI), referente a abril.

Na Europa, as bolsas operam em em alta (Stoxx 600: 0,2%), e o índice pan-europeu chega perto de atingir a máxima histórica. Na China, a Bolsa de Xangai fechou o dia em queda (CSI 300: -0,9%), ainda negativa após imposição de tarifas para importação de veículos elétricos pelos EUA, e a Bolsa de Hong Kong permaneceu fechada devido a um feriado.

🪙 Economia
O presidente do Fed (banco central norte-americano), Jerome Powell, evitou dar mais indicativos de quando espera que os cortes de juros nos Estados Unidos se iniciem. Ele demonstrou menos confiança na queda da inflação neste ano, mas afirmou que uma nova alta de juros é improvável. O mercado continua com a expectativa majoritária de que o Fed inicie os cortes em setembro. Também nos Estados Unidos, a leitura do índice de preços ao produtor mostrou resiliência e veio acima das expectativas, puxado por custos de serviços e mercadorias.

Na China, o banco central manteve a taxa básica de juros inalterada em 2,5% ao rolar os empréstimos de médio prazo.

No Brasil, destaque para a pesquisa mensal de serviços, que mostrou uma de 0,4% no comparativo mensal, ligeiramente acima das expectativas, puxada principalmente por serviços de informação e comunicação e serviços prestados às famílias.

Na agenda do dia, o destaque fica por conta da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de abril nos Estados Unidos, na qual se espera uma alta de 0,4% no comparativo mensal, e 3,4% no anual para o índice principal e de 0,3% para o núcleo na comparação mensal e 3,6% no anual. Além disso, teremos os dados do IBC-Br, o indicador de atividade mensal do Banco Central, relativo ao mês de março, no qual estimamos uma queda de 0,4% ante o mês anterior e de 2,4% ante o ano anterior.

Fonte: Morning Call – XP

📊🗞 Veja os principais indicadores às 09h15: 15/05/2024

🇺🇸 EUA
Dow Jones Futuro: -0,01%
S&P 500 Futuro: +0,03%
Nasdaq Futuro: -0,02%

🌏 Ásia-Pacífico
Shanghai SE (China), -0,82%
Nikkei (Japão): +0,08%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,22%
Kospi (Coreia do Sul): +0,11%
ASX 200 (Austrália): +0,35%

🇪🇺 Europa
FTSE 100 (Reino Unido): +0,07%
DAX (Alemanha): +0,33%
CAC 40 (França): -0,27%
FTSE MIB (Itália): +0,15%
STOXX 600: +0,13%

🚢 Commodities
Petróleo WTI, -0,49%, a US$ 77,65 o barril
Petróleo Brent, -0,51%, a US$ 81,94 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de 1,55%, a 858,00 iuanes, o equivalente a US$ 118,82

🪙 Bitcoin
Os preços do Bitcoin sobem 1,20%, a US$ 62.558,60

Fonte: InfoMoney

4 minutos de leitura

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