Dados de inflação nos EUA, ata do Copom e emprego no Brasil na agenda da semana

🇧🇷 Ibovespa
Em semana bastante movimentada de macro global, além de temporada de resultados do quarto trimestre de 2023 (4T23), o Ibovespa fechou com leve alta de 0,2% em reais e em dólares, aos 127.027 pontos.

A maior alta da semana foi Braskem (BRKM5, +25,8%), após a elevação de recomendação por um banco de investimentos, notícias de mais um possível comprador de participação na companhia, e resultados positivos no 4T23 (veja aqui o relatório). Por outro lado, Casas Bahia (BHIA3, -8,1%) teve a maior queda da semana, refletindo um aumento da curva de juros e um macro ainda desafiador.

Nesta segunda-feira teremos múltiplos resultados de empresas brasileiras: Ânima; Grupo Casas Bahia; Grupo Soma; JHSF; Kora Saude; Minerva; Movida; Rumo; Ser Educacional; e Viveo.

📊 Renda Fixa
Após ceder na véspera do Copom, seguindo o movimento das Treasuries, a curva subiu após a decisão do Comitê, de modo a refletir a possível desaceleração do ritmo de afrouxamento monetário. Assim, a curva encerrou a semana em leve queda, com a ponta longa apresentando uma alta singela. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2034 saiu de 97,7 pontos-base na sexta-feira passada para 99,0 pontos nesta semana. A curva, portanto, apresentou um leve aumento de inclinação. Os principais acontecimentos da semana foram as decisões de política monetária nos EUA e no Brasil, com divergentes sinais. Enquanto a autoridade monetária norte-americana adotou um tom menos conversador (dovish), a brasileira teve uma comunicação mais cautelosa (hawkish). DI jan/25 fechou em 9,92% (-4,8bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 10,09% (-3,7bps); DI jan/29 em 10,59% (-3,2bps); DI jan/33 em 10,95% (-2bps); DI jan/37 em 11,06% (2,9bps).

🌎 Mercados globais
Nesta segunda-feira, os mercados operam em queda nos Estados Unidos (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,3%) após o rali que sucedeu a decisão de manutenção de juros do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). A semana é mais curta, por conta de um feriado na sexta-feira, dia em que será divulgado o deflator PCE, medida de inflação preferida pelo Fed.

Na Europa, os mercados operam em queda (Stoxx 600: -0,3%). A Comissão Europeia abriu investigação contra as Big Techs americanas Apple, Meta e Alphabet por nova regulação. Na China, os índices fecharam em queda (HSI: -0,2%, CSI 300: -0,5%), após uma sexta-feira de enfraquecimento da moeda, o renminbi.

🪙 Economia
Na agenda econômica internacional desta semana, as atenções estarão voltadas para a divulgação de dados de atividade e inflação nos Estados Unidos. Com maior relevância para os mercados, o núcleo do deflator das despesas de consumo pessoal (PCE, em inglês) de fevereiro será divulgado na 6ª-feira. Além disso, membros do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE) falarão publicamente ao longo da semana, podendo fornecer sinais adicionais sobre as próximas decisões de juros.

No Brasil, destaque para documentos de política monetária, além de indicadores de inflação e mercado de trabalho. Na terça-feira, o Banco Central publicará a ata da última reunião do Copom, que reduziu a taxa Selic para 10,75%. No mesmo dia, o IBGE divulgará o IPCA-15 de março, para o qual estimamos alta mensal de 0,26%. Na quarta-feira, as estatísticas do Caged (saldo de emprego formal) de fevereiro serão conhecidas. Na 5ª-feira, a Pnad Contínua, principal pesquisa sobre o mercado de trabalho, estará sob os holofotes. Estimamos ligeira alta na taxa de desemprego, de 7,6% em janeiro para 7,7% em fevereiro; o mercado estará atento à dinâmica dos salários reais. O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) também será publicado no último dia útil da semana.

Fonte: Morning Call – XP

📊🗞 Veja os principais indicadores às 9h02: 25/03/2024

🇺🇸 EUA
Dow Jones Futuro: -0,26%
S&P 500 Futuro: -0,36%
Nasdaq Futuro: -0,58%

🌏 Ásia-Pacífico
Shanghai SE (China): -0,71%
Nikkei (Japão): -1,16%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,16%
Kospi (Coreia do Sul): -0,40%
ASX 200 (Austrália): +0,53%

🇪🇺 Europa
FTSE 100 (Reino Unido): -0,45%
DAX (Alemanha): -0,07%
CAC 40 (França): -0,48%
FTSE MIB (Itália): +0,35%
STOXX 600: -0,33%

🚢 Commodities
Petróleo WTI, +0,47%, a US$ 81,01 o barril
Petróleo Brent, +0,46%, a US$ 85,22 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 0,30%, a 842 iuanes, o equivalente a US$ 116,76

🪙 Bitcoin
Os preços do Bitcoin sobem 2,62%, a US$ 66.985,80

Fonte: InfoMoney

3 minutos de leitura

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