Primeiro debate entre Trump e Biden e relatório de inflação no Brasil repercutem no mercado

Ibovespa
Na quinta-feira, o Ibovespa fechou em alta, de 1,4%, aos 124.308 pontos. A sessão foi novamente marcada por falas do governo sobre a situação fiscal, o que impulsionou o índice, assim como a valorização dos papeis da Petrobras (PETR3, +2,0%; PETR4, +1,6%) devido à alta do Brent.

O principal destaque positivo da sessão foi a Suzano (SUZB3, +12,2%), após a companhia anunciar no pós-fechamento do pregão de ontem que desistiu da aquisição da International Paper, explicando que alcançou o preço máximo para que a transação gerasse valor para ela (leia nosso relatório aqui). Já o principal destaque negativo foi Sabesp (SBSP3, -2,8%), após a Aegea ter desistido de apresentar proposta para ficar com 15% da empresa.

Para o pregão de sexta-feira, teremos a divulgação do PCE dos EUA, referente ao mês de maio, na pré-abertura. No Brasil, teremos a taxa de desemprego de maio.

Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de quinta-feira (27) com leve abertura por toda extensão da curva. Mesmo com a abertura de 131.811 vagas de emprego apontadas pelo Caged, número esse abaixo das previsões do consenso, e da declaração favorável à revisão das despesas do governo por parte do presidente da República, os ativos locais tiveram aumento da precificação de risco. Os principais motivos desse movimento foram o pronunciamento do presidente do Banco Central, que foi visto como restritivo pelo mercado, e pela alta oferta de prefixados no leilão do Tesouro Nacional. Vale ressaltar que o dólar seguiu em patamar elevado, aos R$ 5,50/US$. Já nos EUA, o mercado ficou praticamente de lado, devido a espera dos investidores pelos dados da inflação americana nesta sexta-feira (28). Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,70% (-1,0bps) e as de 10 anos em 4,29% (-3,0bps). DI jan/25 fechou em 10,625% (alta de 0,3bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,31% (alta de 5bps); DI jan/27 em 11,7% (alta de 5bps); DI jan/29 em 12,12% (alta de 5bps).

Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem positivos (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,4%), no aguardo de dados da inflação de maio medida pelo deflator do índice de consumo pessoal (PCE), índice preferido pelo Federal Reserve. No campo das empresas, Nike reportou resultados fora de época, e divulgou guidance abaixo do antecipado pelo mercado.

Ontem foi realizado o primeiro debate das eleições presidenciais de 2024, entre Joe Biden e Donald Trump, em que foram discutidos temas diversos, como economia, imigração e sistema de saúde. Nos sites de apostas, a probabilidade de uma vitória de Joe Biden caiu significativamente. Em relação a outros anos eleitorais, o primeiro debate presidencial desse ano ocorreu significativa mais cedo no ano, antes inclusive da nomeação dos candidatos pelas convenções partidárias, e ainda existe a possibilidade de ocorrer troca de candidatos.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,3%), e na China, as bolsas tiveram performances levemente positivas (CSI 300: 0,2%; HSI: 0,01%) seguindo a tendência dos mercados americanos.

Economia
Nesta quinta-feira, o Banco Central do Brasil publicou seu relatório de inflação do 2º trimestre. De particular importância, a maioria dos fatores determinantes para a inflação – taxa de câmbio, hiato do produto e expectativas de inflação – tiveram uma piora em relação ao relatório anterior. Considerando todas as informações trazidas, acreditamos que a decisão de manutenção da taxa de juros na última reunião do Copom foi acertada. Não vemos alta de juros no curto prazo, mas os riscos podem se tornar mais inclinados nessa direção no futuro. Ainda no cenário doméstico, tivemos a divulgação dos dados de criação de empregos do Caged, que mostraram um resultado abaixo do esperado. Uma parte dessa frustração pode ser atribuída aos efeitos das enchentes no RS. Apesar do resultado, nosso cenário continua a ser uma desaceleração suave nos próximos meses. Na agenda do dia, destaque nos Estados Unidos para a divulgado do deflator das despesas de consumo pessoal (PCE), o indicador de inflação que Fed acompanha mais de perto. O consenso é uma desaceleração do indicador anualizado de 2,7% para 2,6%. A leitura de maio pode direcionar as apostas do mercado quanto ao início de cortes em setembro ou dezembro. No Brasil, destaque para a divulgação do índice de desemprego (expectativa 7,3%) e de resultado primário do setor público (expectativa R$ -53,9 bilhões).

Fonte: Morning Call XP

📊🗞 Veja os principais indicadores às 8:52h: 28/06/2024

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🌏 EUA

Dow Jones Futuro: +0,04%
S&P 500 Futuro: +0,34%
Nasdaq Futuro: +0,44%

🌏 Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), +0,73%
Nikkei (Japão): +0,61%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,01%
Kospi (Coreia do Sul): +0,49%
ASX 200 (Austrália): +0,10%

🌍 Europa

FTSE 100 (Reino Unido): +0,26%
DAX (Alemanha): +0,35%
CAC 40 (França): -0,70%
FTSE MIB (Itália): -0,12%
STOXX 600: +0,04%

🌍 Commodities

Petróleo WTI, +0,45%, a US$ 82,08 o barril
Petróleo Brent, +0,38%, a US$ 85,58 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de 0,18%, a 825 iuanes, o equivalente a US$ 113,57

🪙 Bitcoin

Os preços do Bitcoin caem 0,13%, a US$ 61.359,14

Fonte: Investing

4 minutos de leitura

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