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Vale a pena investir com banco ou corretora?

Ao dar os primeiros passos no mundo dos investimentos, é comum ficar em dúvida entre qual plataforma utilizar: banco ou corretora? 44,47% dos investidores brasileiros preferem os bancos para investir, enquanto 55,52%, as corretoras. Os dados são referentes a abril de 2022 e fazem parte do Índice de Atendimento de Bancos e Plataformas, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a consultoria Toluna.

Apesar das corretoras serem preferidas em relação aos bancos, os números ainda são próximos. Qual será a melhor opção?

Banco ou corretora?

banco ou corretora?

Primeiro, vamos entender como um banco ganha dinheiro.

As instituições lucram por meio de operações de crédito. Para isso, recebem aportes de clientes e emprestam esse dinheiro para outras pessoas. Em uma ponta, quem investe dinheiro nos produtos bancários costuma receber uma remuneração relativamente baixa por isso. Na outra, aqueles que contratam serviços de empréstimo ou crédito ficam sujeitos a taxas altas de juros.

A diferença entre o valor alto cobrado do tomador de crédito e as remunerações baixas entregue a investidores é o lucro das instituições bancárias. Além disso, o banco pode oferecer em sua plataforma apenas produtos emitidos por ele mesmo, sem concorrência e, assim, cobrar taxas elevadas dos clientes.

As corretoras de investimentos têm ocupado um espaço cada vez maior no Brasil. Como apontado, em abril de 2022 o levantamento da FGV indicou que 44% dos brasileiros preferem bancos, mas, em março de 2021, esse número era de 65%. Uma das razões da mudança significativa na preferência dos investidores é a diferença entre os modelos de negócios.

É comum que as corretoras busquem gerar lucro por meio de ofertas mais rentáveis aos investidores e oportunidades específicas para cada cliente. Para que isso ocorra, é necessária uma dedicação a atendimentos personalizados para cada investidor.

Assessoria de investimentos

Investidores que optam por corretoras também podem encontrar outro benefício oferecido por elas: a assessoria de investimentos. Assessores são profissionais certificados, especialistas no mercado financeiro. Eles auxiliam os clientes a entender quais são os melhores ativos de acordo com o cenário econômico e os objetivos e perfil de cada investidor.

Em um vídeo gravado para o Portal SVN, a assessora Beatriz Prata explicou a diferença entre o seu trabalho e o que é realizado por gerentes nos bancos:

Simulação com R$ 1 milhão

A busca das corretoras por oferecer investimentos melhores se traduz em diferentes benefícios aos investidores, como mais rentabilidade. Para mostrar isso na prática, vamos pensar em um exemplo com R$ 1 milhão investidos. Para facilitar, não serão consideradas as taxas de cada investimento, impostos e aportes mensais.

No caso hipotético, temos Paulo, um empresário e investidor à procura da melhor opção para aportar R$ 1 milhão. Ele busca investimentos atrelados ao CDI que, atualmente, está em 12,65% ao ano.

O empresário também se fez a pergunta: banco ou corretora? Primeiro, ele foi à agência onde tem conta e o gerente ofereceu um produto com rentabilidade de 90% do CDI. Se escolher esse ativo, Paulo atingirá um saldo de R$ 1.113.850 após 12 meses.

Então, o investidor resolveu pesquisar qual seria a diferença se investisse por meio de uma corretora. Entrou em contato com a XP Investimentos e logo soube que a resposta não depende apenas dos produtos disponíveis, mas também de suas características, como o perfil de investidor. Por ser precavido, encontrou uma opção de CDB (Certificado de Depósito Bancário) com rendimento de 110% do CDI.

Se Paulo escolher investir pela corretora, ele pode atingir R$ 1.139.150 nos primeiros 12 meses de investimento. Veja que a diferença ultrapassa R$ 25 mil. No caso de pessoas com perfil moderado ou destemido, é possível encontrar produtos com maior risco, porém, com possibilidades de retorno ainda melhores.

Vale ressaltar que, ao comparar as taxas cobradas, não é raro encontrar valores mais interessantes nas corretoras – inclusive com isenção de cobrança em alguns casos. Isso também pode pesar na sua escolha quando for escolher entre banco ou corretora.

Autor

Boris Bellini
Jornalista com experiências em marketing, segurança digital, mercado editorial e financeiro. No meio acadêmico, pesquisa a credibilidade jornalística. Anteriormente foi músico, tendo atuado como violoncelista e professor.

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