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Investimentos para iniciantes

Investimento é aplicar recursos com o objetivo de se obter algo. Aqui, estamos falando de investimento financeiro. Isso significa aplicar dinheiro em algum ativo ou produto financeiro com a expectativa de ganhar mais no futuro.

Por exemplo, um investidor aplicou R$ 1 mil em títulos públicos e após quatro anos recebeu R$ 1.5 mil. Isso é investimento. Ou seja, investir é diferente de poupar. Quando você investe, o objetivo é que esse dinheiro se multiplique. Quando poupa, os recursos só ficam parados na conta. Essa é uma diferença importante de se conhecer antes de dar os primeiros passos nos investimentos para iniciantes.

Resumindo: investir é fazer o seu dinheiro trabalhar para você.

Mas de onde surge esse dinheiro adicional? Dos juros compostos. Quem investe está fazendo um empréstimo para uma organização, que pode ser o Tesouro Nacional, financeiras, empresas e bancos.

Continue a leitura e conheça tópicos importantes sobre investimentos para iniciantes.

Qual é o melhor investimento para iniciantes?

Investimentos para iniciantes

Há vários fatores que devem ser levados em conta na hora de escolher o melhor investimento.

O primeiro deles é que o investidor precisa estar ciente sobre risco e retorno. Essas duas variáveis implicam diretamente no valor do retorno dos aportes. Afinal, o comum é que quanto maior o risco de um produto financeiro, maior também o potencial de retorno.

O melhor investimento é aquele que, entre outras características, está mais adequado ao seu perfil do investidor – algo diretamente relacionado a risco.

Para investir, é necessário ter conta em uma corretora. Quando ela recebe o cadastro de um investidor iniciante, deve encaminhar a ele um teste chamado Suitability. Por meio das respostas é possível conhecer o perfil de investidor da pessoa. 

Existem três perfis de investidores:

  1. Precavido: não está disposto a se arriscar, ou seja, ele vai escolher um produto financeiro em que o risco é menor, mesmo que isso signifique receber menos dinheiro no futuro. Ele tem receio de perder o montante que investe e, por isso, foca em segurança. É comum que ativos mais precavidos sejam escolhidos numa carteira de investimentos para iniciantes. Isso ocorre devido principalmente ao menor conhecimento do mercado de quem está começando.
  2. Moderado: não está disposto a correr muitos riscos, mas também busca ganhos acima da média. São pessoas que costumam ter um certo conhecimento do mercado financeiro e, assim, entendem melhor os riscos.
  3. Destemido ou arrojado: não teme se arriscar bastante para conseguir grandes lucros. Geralmente é alguém que conhece bem o mercado financeiro e busca o máximo em rentabilidade.

Além do perfil de investidor, o prazo em que o dinheiro será investido e a quantia disponível para isso também são fatores que interferem na escolha dos melhores ativos. É importante ainda definir com qual frequência serão feitos novos aportes – você investirá uma quantia todos os meses?

Uma recomendação comum nos investimentos para iniciantes é se organizar bem financeiramente. Com isso, você consegue saber o quanto de dinheiro será possível destinar de sua renda aos investimentos e com qual frequência.

Com todas as perguntas respondidas, o próximo passo é buscar o melhor investimento para você.

Tipos de investimentos

Há ativos com características específicas para atender aos mais diversos objetivos dos investidores. A maior parte deles são divididos em renda fixa ou renda variável. Essas modalidades apresentam diferenças importantes: a renda fixa tem menor risco e menor retorno, então, costuma ser mais relacionada a investidores de perfil precavido. Já a renda variável tem maior risco e maior retorno e é mais presente nas carteiras arrojadas. Aonde encontrar as melhores oportunidades em investimentos para iniciantes?

Renda fixa

É quando o investidor tem uma previsão do retorno. Trata-se de uma interessante opção de investimentos para iniciantes. Os títulos de renda fixa podem ser:

Pré-fixados – a quantia de juros que será paga já é definida no momento que o investimento é acordado.

Pós-fixados – a quantia de juros será definida apenas quando o título vencer. A rentabilidade oferecida costuma ser atrelada ao desempenho de um índice de referência. Podem ser usados dados como, por exemplo, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a taxa Selic ou o CDI.

São exemplos de títulos de renda fixa:

  • Tesouro Direto – comprar um título do Tesouro Direto é como emprestar dinheiro ao governo. Atende bem aqueles com pouco dinheiro para investir, já que permite aplicações a partir de R$ 30. Também oferece liquidez diária, ou seja, é possível resgatá-lo com facilidade.
  • CDB (Certificado de Depósito Bancário) – como o próprio nome diz, o investidor empresta dinheiro para um banco. O mínimo investido depende da instituição emissora do título, mas é possível encontrar CDB a partir de R$ 500.
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito ao Agronegócio) – títulos emitidos por bancos em que os recursos aplicados são destinados a setores específicos por meio de operações de crédito. Os recursos captados pela LCI são utilizados pelo setor imobiliário, já os da LCA para os participantes da cadeia do agronegócio. 
  • LC (Letra de Câmbio) – título de renda fixa emitido por financeiras. Costuma apresentar rendimentos melhores que os títulos citados acima. 
  • Debêntures – são papéis de dívida das empresas, ou seja, o investidor vai emprestar dinheiro para uma companhia e receber juros por isso. 
  • CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) – são títulos emitidos por empresas e ligados a valores que elas têm a receber no futuro. CRI está relacionado ao setor imobiliário, e CRA ao agronegócio.

Renda variável

Investimento em renda variável é aquele que o retorno não pode ser definido no momento da aplicação. A remuneração pode variar conforme as expectativas de mercado e existe até mesmo a possibilidade de perder todo o dinheiro investido. Geralmente não está ligado a investimentos para iniciantes, mas é algo que pode variar de acordo com o perfil e os objetivos da pessoa.

São exemplos de ativos de renda variável:

  • Ações – ao adquirir ações, o investidor compra uma parte da empresa e se torna sócio, ainda que minoritário. Dessa forma, a pessoa fica sujeita aos lucros e prejuízos da companhia.
  • Opções – são um contrato que dá ao investidor o direito de comprar ou vender certo ativo por um valor definido em uma data específica futura.
  • Fundos de investimento – reúnem recursos de várias pessoas e esse montante é aplicado de maneira conjunta no mercado financeiro. Os ganhos obtidos com essas aplicações são divididos entre os participantes do fundo. Há fundos de renda fixa e de renda variável.
  • Fundos de Investimentos Imobiliário (FIIs) – o mesmo conceito que os fundos de investimento, com a diferença que os recursos são aplicados em ativos do mercado imobiliário.

O que fazer para começar a investir

Quando você tiver definido o objetivo e o valor que quer investir, o próximo passo é abrir conta em uma corretora. Se ainda não souber qual o seu perfil de investidor, poderá descobrir no processo de abertura, por meio do Suitability.

As corretoras são instituições financeiras que disponibilizam diversos produtos do mercado financeiro aos clientes.

Também é importante estudar bastante sobre o assunto. Para montar uma carteira de investimentos diversificada, é preciso acompanhar as variações do cenário econômico e do mercado financeiro. Isso nem sempre é uma tarefa fácil, ainda mais quando se fala em investimentos para iniciantes. Para realizar os aportes com mais segurança, você pode contar com a ajuda de um assessor de investimentos – profissional com conhecimento e experiência no mercado, que se dedica a lidar com todas essas variáveis de acordo com as características de cada cliente.

Autor

Boris Bellini
Jornalista com experiências em marketing, segurança digital, mercado editorial e financeiro. No meio acadêmico, pesquisa a credibilidade jornalística. Anteriormente foi músico, tendo atuado como violoncelista e professor.

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