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O que é macroeconomia?

De maneira resumida, a macroeconomia tem como objetivo estudar, observar e compreender a situação e as tendências econômicas de uma cidade, um estado, uma região ou mesmo de um país.

Portanto, o foco é em entender o todo, e não somente as empresas e indivíduos, que são estudados pela microeconomia.

Para o estudo macro, são analisados diferentes dados econômicos, como uso de recursos, geração de renda, comportamento de preços, tendências de aquisição, taxa de desemprego e cenário internacional.

Também são abordados indicadores, como o Produto Interno Bruto (PIB), a taxa básica de juros (Selic) e a inflação que, no Brasil, é medida oficialmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Os resultados de uma análise macro podem ser usados para identificar caminhos que ajudarão no crescimento econômico, na diminuição do desemprego e no controle da inflação.

Afinal, o olhar amplo para a economia possibilita verificar como os seus diferentes setores se relacionam uns com os outros.

Esse tipo de compreensão é importante para os governos na elaboração de políticas econômicas, também pode ser usado por grandes empresas nas suas estratégias, assim como nas decisões de gestores de Fundos de Investimentos.

O que é macroeconomia?

Mercados estudados

Como apontado anteriormente, existem diferentes frentes que são estudadas na macroeconomia, como as cinco destacadas a seguir:

Mercado de bens e serviçosEstuda preço, distribuição e produção – local ou nacional – de bens e serviços.
Mercado de trabalhoEstuda empregabilidade e desemprego; duração e participação do trabalhador no mercado de trabalho, demanda de profissionais e regulamento de salários.
Mercado monetárioEstuda a inflação do país, assim como a oferta e demanda da moeda em relação ao Banco Central.
Mercado de títulosEstuda agentes econômicos – entidades ou indivíduos com autonomia para realizar operações econômicas – assim como geração de lucro e prejuízo.
Mercado de divisasEstuda o balanço comercial – volume de importação e exportação, e também o capital que entra e sai derivado desses processos.

Qual é a relação entre a macroeconomia e os investimentos?

Qual é a relação entre a macroeconomia e os investimentos

Primeiro vale ter em mente que, ao compreender o cenário macroeconômico, é possível entender movimentos da economia, como por exemplo os motivos que levaram o óleo a ficar mais caro, o porquê de as pessoas comprarem menos roupas ou as mudanças no preço da carne.

Conforme explicado antes, o olhar amplo proporcionado por uma análise macro ajuda a entender como os setores da economia se relacionam entre si.

A partir disso, fica mais fácil identificar os investimentos com maior potencial de sucesso em cada momento – algo que costuma ser feito por gestores de Fundos de Investimentos.

A partir da macroeconomia, pode ser possível entender os movimentos da inflação. Então, por exemplo, quando o IPCA sobe, ativos atrelados a esse índice tendem a remunerar melhor – e até a proteger – os investidores.

Além disso, a principal política utilizada pelo Banco Central para conter o avanço da inflação é elevar a taxa básica de juros da economia brasileira – a Selic.

Por um lado, essa medida encarece a tomada de crédito, por outro, investimentos que remuneram de acordo com a Selic passam a render mais.

Quando ocorrem grandes eventos no mundo, é comum que especialistas façam análises macroeconômicas para entender o novo cenário.

Dessa forma, é possível analisar a guerra na Ucrânia, a inflação na Europa, a elevação dos juros nos EUA e as eleições no Brasil ou em países que possam impactar o mercado nacional, por exemplo.

É importante frisar que a macroeconomia não dá ao investidor um poder de projetar o futuro. Em 2019, não havia expectativas para uma pandemia, por exemplo. Porém, esse tipo de análise concede a capacidade de encontrar pistas que ajudam a entender riscos e oportunidades nos investimentos.

Crise de 1929 e John Keynes

Crise de 1929 e John Keynes

A macroeconomia é um campo de estudos relativamente recente – com menos de 100 anos. Até a década de 1920, se acreditava que a microeconomia era suficiente para entender como um país conseguiria atingir o equilíbrio econômico.

Entretanto, após a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, seguida pela Grande Depressão, os estudiosos perceberam que existiam limites na visão microeconômica para alcançar o equilíbrio e a máxima eficiência.

O principal nome desse período foi o do economista inglês John Maynard Keynes, que logo percebeu a importância de considerar a economia como um todo. Em 1936, Keynes publicou a “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda” e ajudou a entender as consequências da Crise de 1929.

Uma das explicações dadas pelo economista é de que, caso um indivíduo se dedique a acumular capital, ele pode se tornar mais rico. Entretanto, se todos os indivíduos fizerem o mesmo, é provável que ocorra uma redução da atividade econômica, e isso não gera riqueza para a sociedade. Esse é um exemplo do que o autor chamou de “paradoxo da parcimônia”. A teoria macroeconômica continuou sendo desenvolvida, e os estudos mais ligados ao economista inglês costumam ser chamados de “macroeconomia Keynesiana” ou “Keynesianismo.

Autor

Boris Bellini
Jornalista com experiências em marketing, segurança digital, mercado editorial e financeiro. No meio acadêmico, pesquisa a credibilidade jornalística. Anteriormente foi músico, tendo atuado como violoncelista e professor.

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